Contributos do Seminário “Literacia Braille no Século XXI”

Durante o dia de ontem, dia 04 de Janeiro, tivemos oportunidade de participar no Seminário “Literacia Braille no Século XXI”. A iniciativa promovida pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, em parceria com a ESECS-IPLeiria e o CRID, dirigiu-se à comunidade académica e à sociedade civil, bem como à rede de organizações ligadas à deficiência visual e à promoção do ensino do braille em Portugal.

O presente post apresenta, de forma muito sumária, alguns dos contributos que trouxemos.

Ana Sofia Antunes, secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, presidiu ao Seminário, assinalando assim as comemorações do Dia Mundial do Braille  e reiterou a importância do braille, afirmando que este não se deve excluir face ao avanço da tecnologia. Destacou, ainda, a oficialização do sistema braille (Decreto-Lei nº 126/2017 de 4 de Outubro).

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Descrição da fotografia: Sessão de Abertura. Na mesa, esquerda para a direita: Rita Cadima, Ana Sofia Antunes, Sandrina Milhano.

“Desafios do ensino/aprendizagem do Braille” 

Neste painel foi evidenciado que a literacia braille deve ser promovida desde tenra idade, com as  famílias e profissionais nos contextos naturais das crianças. Apresentou-se o processo de literacia emergente como fundamental para o sucesso da aprendizagem da leitura e escrita braille de crianças com cegueira.

Destacou-se a importância do braille para uma cidadania plena, ativa e participativa. Mais se apresentou a leitura braille como um processo cognitivo complexo, exigindo o tato ativo (háptico), aspecto fundamental a considerar no ensino-aprendizagem.

Enquadrando o braille na especificidade de determinados domínios curriculares e de lazer, foi relatada a experiência de um docente de educação especial e um músico,  destacando-se a musicografia braille, como experiência completa na vivência e aprendizagem da música.

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Descrição da fotografia: Painel 1. “Desafios do ensino/aprendizagem do Braille”, na mesa, da esquerda para a direita: Leonardo Silva, Ana Lúcia Pelarigo, Célia Sousa, Patrícia Valério, Inês Marques, Serafim Queirós. 

Painel 2. “Perspectivas didáticas sobre o ensino/aprendizagem das diferentes grafias braille”

Com quase 200 anos, o braille foi sendo ajustado às necessidades de diferentes áreas do saber, profissões, meios artísticos e culturais. Os oradores deram conta das especificidades da grafia matemática, grafia química, grafia informática e grafia musical.

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Descrição da fotografia: Painel 2. “Perspectivas didáticas sobre o ensino/aprendizagem das diferentes grafias braille”, na mesa, da esquerda para a direita: Luís Filipe Cunha, Carlos Ferreira, Miguel Ferro, Alberto Mendonça, Claudino Pinto, Guilherme Jorge. 

Painel 3: “O impacto da literacia Braille na construção identitária da pessoa”

Este painel destacou a importância da aprendizagem do braille para a cidadania e literacia de pessoas com cegueira. Foram relatadas experiências em que o braille se apresenta como essencial para a organização doméstica e pessoal e para a orientação e mobilidade.

Foi, ainda, destacado o processo de aprendizagem braille e a importância do mesmo para pessoas com baixa visão severa (residual).

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Descrição da fotografia: Painel 3. “O impacto da literacia Braille na construção identitária da pessoa”, na mesa, da esquerda para a direita: José Mário Albino, Renato Viana, Tomé Coelho, Irina Francisco, Diogo Costa.

Foi um dia muito proveitoso onde partilhámos com outros a importância do braille para a cidadania e plena integração da pessoa com cegueira.

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