A linguagem na cegueira ‒ Parte I

Sendo a comunicação algo inerente ao ser humano e às relações entre seres vivos, que visa a partilha de informações entre as pessoas e promove as relações interpessoais, a linguagem assume uma importância evidente para que o processo comunicativo tenha sucesso.

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Assim, a linguagem, como “sistema complexo e dinâmico de símbolos convencionados, usado em modalidades diversas para [o homem] comunicar e pensar” (ASHA, 1983), reveste-se de grande relevância para a comunicação humana, sendo uma importante ferramenta de pensamento. Através dela recebemos, armazenamos e transportamos informação, questionamos, expressamos sentimentos, bem como adquirimos conhecimento sobre o mundo que nos rodeia. A linguagem assume-se de variadas formas, pois pode ser gestual/mímica, verbal/oral, verbal/escrita, expressão (fala) ou compreensão.

E nas crianças com cegueira, a linguagem é uma área forte?

Devemos preocupar-nos com a linguagem?

De facto, o que a literatura nos diz é que em crianças com cegueira o desenvolvimento da linguagem se processa sem diferenças significativas relativamente aos pares normovisuais. Existem até autores que defendem ser uma área muito forte nas crianças com cegueira.

A linguagem, sendo uma forma de adquirir e transmitir conhecimento, assume um papel preponderante, uma vez que é através dela que a criança com cegueira vai apreender e conhecer o mundo visual à sua volta, assim como através dos restantes sentidos.

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