“A Baleia”

Hoje partilhamos algumas adaptações realizadas na mediação da leitura da história “A Baleia” (Benji Davies, editora Orfeu Negro) e respectivas atividades de exploração do livro com crianças com cegueira.

Ao acordar depois de uma noite de grande tempestade, o Noé avistou qualquer coisa ao longe: uma pequena baleia tinha dado à costa. O Noé sabia que não era bom para uma baleia estar fora de água e decidiu levá-la para casa, fazer-lhe companhia, contar-lhe histórias e até tocar-lhe umas musiquinhas… Será que o pai do Noé vai gostar da nova inquilina?

Uma história ternurenta sobre a amizade improvável entre um menino e uma baleia.

Sinopse “A Baleia”

O objetivo da mediação da leitura desta história é criar na criança com cegueira e restante grupo o gosto pela leitura e pela escuta da narrativa e, simultaneamente, promover a sua compreensão.

Uma vez que o livro é riquíssimo ao nível da ilustração, recorreu-se à descrição verbal da componente visual do livro. Paralelamente foram usados alguns artefactos que facilitam que a criança com cegueira explore tactilmente alguns objectos, personagens e, assim, emerja na história, alicerçada em oportunidades de acesso ao concreto/representativo. 

Listagem de artefactos utilizados na leitura da história: 

  • Baleia;
  • Banheira;
  • Areia da praia;
  • Água do mar;
  • Carrinho;
  • Balde de peixes;
  • Barco de papel.

 

Actividades: 

  1. A história foi lida em voz alta e as crianças iam sendo convidadas a explorar os objectos de referência da narrativa. A leitura foi realizada de forma dialógica, com pequenas pausas, para comentar e descrever as ilustrações e para desafiar as crianças em pontos críticos:

– “O Noé não sabia o que fazerO que é que vocês faziam se estivessem no lugar do Noé?

-“Mas disse-lhe que tinham de levar a baleia de volta para o mar, que era a casa dela“. Como é que o Noé se sentiu ? Acham que o Noé sentia saudades da baleia? Como é que baleia se sentia em sua casa?

2. Num segundo momento, a criança pôde explorar os artefactos de forma mais livre e simbólica, dando asas à sua imaginação e desenvolvendo um conjunto de experiências manipulativas e sensoriais. Este espaço permitiu ainda a consolidação de aspectos referentes à compreensão da narrativa. Em conversa exploraram-se as seguintes dimensões da narrativa:

-Personagens (Noé; Pai; Baleia)

-Cenário (Praia)

-Problemas (Baleia dá à costa)

-Acções (Noé pensa numa solução/ Leva a baleia para a banheira/ Pai descobre o segredo)

-Resolução (Pai diz ao Noé que têm de levar a baleia para a sua casa/ O Noé e o pai devolvem a baleia ao mar)

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3. Crianças da turma ilustram a história “A baleia”

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As crianças com défice visual severo/cegueira ficaram responsáveis pela realização da capa da história e recorreram à técnica do contorno da baleia com lápis, ficando com o seu vulto em cartão (podiam assim perceber a sua forma); utilizaram ainda os lápis de cor e areia para representarem a areia e o mar. Estas crianças têm resíduo visual e, por isso, o uso da cor é extremamente significativo.

Nas atividades de pintura, pode ser usado um papel texturado (por baixo da folha de papel a pintar), que irá conferir à pintura uma leve textura.

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E é tão bom vê-los brincar… e chapinhar… imaginando-se Noé’s e imaginando baleias!

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