“Há um tigre no jardim”: Literacia no Jardim

Neste tempo em que estamos mais em casa, não é raro o sentimento de aborrecimento. Foi o que sentiu Nora, a principal personagem do livro “Há um tigre no jardim” de Lizzy Stewart, editora Fábula.

Ora um dia entediante exige uma solução à altura, não menor do que a dada pela avó da Nora: brincadeiras no jardim em busca de figuras improváveis, como um tigre! Haverá mesmo um tigre no jardim?

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Bem, a resposta estará na imaginação de cada um. Mas este livro, para além de um desafio à imaginação de cada um, é uma proposta à exploração do jardim enquanto local de múltiplas descobertas. E de facto um jardim é, por excelência, um local multisensorial… Vamos à descoberta?

Ver o vídeo da história “Há um Tigre no Jardim”: https://www.youtube.com/watch?v=Y7OIufeP9fk

Para a compreensão da narrativa, poderá descarregar o ficheiro”Atividades de exploração da narrativa”. Contém conjunto de perguntas sobre a história para brincar com a criança de forma divertida. Pode fazer o jogo em molde de “concurso” e jogar com outros elementos da família.

 

As nossas sugestões divertidas para explorar o jardim

Tal como a Nora aproveitem estes tempos para explorar o vosso jardim ou o espaço exterior em redor da vossa casa. Estes passeios podem ser acompanhados por adultos próximos ou outras crianças normovisuais. Não se esqueçam de utilizar uma linguagem descritiva para que a criança com cegueira ou défice visual grave recolha mais informação sobre o espaço onde se encontra. Use informação com detalhes visuais, mas que incluam também outros sentidos: cheiros, sensações, movimentos, paladar… Troquem informações sobre estes elementos e a viagem será muito mais rica!

Para guiar estes nossos passeios, pensámos em alguns instrumentos de aventura. Os mesmos poderão ser utilizados em dias distintos. Esperamos que gostem!

1. Atividade “Cores no jardim”

Construa uma placa com cartão reciclado e pequenos pedaços de tecido com cores à sua escolha. O objetivo é que as crianças procurem no jardim itens (folhas, flores, terra, paus, etc.) das cores exemplificadas na placa “Cores no jardim” . Esta atividade pode ser importante quando a criança tem visão residual e consegue percepcionar a cor. É uma chamada de atenção à beleza colorida do jardim e um incentivo para que a criança use a sua visão.

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Depois de encontrados os itens coloridos, a criança poderá pôr em cima de cada cor os elementos que encontrou na natureza,  colar ou prender com molas, por exemplo.

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2. Atividade “Contar no Jardim”

Contar pode ser divertido e envolver aventura. À semelhança da actividade anterior, podemos criar uma placa de contagens, apresentando à criança o número (a negro e a braille) e o respectivo item (elemento da natureza à escolha). O objetivo será desafiar a criança com deficiência visual grave a passear no jardim e a selecionar e recolher os itens indicados na quantidade indicada.

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No fim, incentive a criança a contar os objetos totais, a identificar o grupo de objetos com mais ou menos elementos.

3. Atividade “Elementos do meu jardim”

Construa uma placa ou saco com uma esquadria onde cola diferentes elementos do seu jardim. O objetivo é fazer uma “visita guiada” à criança pelo seu jardim, dando-lhe pistas dos locais onde pode encontrar os elementos que preparou no saco/placa.

Esta é uma forma da criança conhecer bem o seu jardim e os elementos que o constituem, para além de aumentar o conhecimento sobre elementos existentes na natureza. A criança aumentará, assim, vocabulário e conhecimento sobre o meio ambiente.

Com esta atividade, a criança terá ainda de seleccionar material sensorial semelhante. Ajude a criança a perceber a textura, a forma, a resistência, o cheiro de cada item.

É importante que a criança faça a leitura da esquadria de forma organizada (de cima para baixo, da esquerda para a direita; sequência numérica pela qual aparecem os elementos).

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No canto superior direito de cada divisória, a criança poderá colar um autocolante  cada vez que conseguir encontrar o elemento apresentado no seu jardim. Todas as crianças vão querer completar o seu quadro com todos os autocolantes! Divirtam-se e boa aventura!

4. Atividade “Memórias auditivas do meu jardim”

Já em casa, revivam a experiência, conversem sobre a mesma, revejam os vossos instrumentos de aventura.

Que sons ouviram? E se os tentassem representar, num desenho tátil?

Bom trabalho!

Jogo Tátil de Pré-Matemática

Construir jogos em casa pode revelar-se uma necessidade, na ausência de jogos no mercado que respondam aos nossos objectivos específicos e que se encontrem devidamente adaptados.

Hoje apresentamos um jogo simples para desenvolver noções matemáticas. Essencialmente prevê: contagens, reconhecimento tátil do algarismo, associação termo a termo e somas simples com concretização da operação através de símbolos táteis.

Para a construção do jogo, tivemos por base as seguintes premissas:

É através de experiências diversificadas que as crianças vão desenvolvendo o sentido de número, que diz respeito à compreensão global e flexível dos números, das operações e das suas relações.
Este processo de apropriação de sentido de número é progressivo, sendo que contar implica saber a sequência numérica, mas também fazer correspondência termo a termo.

(…)

Gradualmente surgem na criança capacidades operativas, perante problemas do quotidiano, envolvendo adições e subtrações. Também, neste caso, as crianças necessitam inicialmente de concretizar as situações numéricas (…)
A utilização de materiais diversos (cuisenaire, dados, dominós, cartões de pintas, contas de enfiamentos, etc.) favorece a construção de uma linha mental de números.

Silva, I.  (coord.)(2016)

Para a adaptação do jogo é necessário o seguinte material:

  • Goma eva;
  • Cortadores formas (círculo, estrela, coração);
  • Bases de mini velas;
  • Pequeno bloco de argolas;
  • Caneta de feltro;
  • Capa reciclada para a base (tamanho A4);
  • Máquina braille.

 

Procedimento: 

Forrar capa com goma eva vermelha. Posicionar a capa na horizontal. Colar bases de mini velas na base inferior da capa (posicionadas na horizontal em duas filas, 5 bases em cima e 5 bases em baixo no mesmo alinhamento). Colar bloco no canto superior direito da base.

O bloco deve ser preenchido com indicações consoante o nível de desenvolvimento da criança. Neste caso, colocámos os números até 10 alternados com figuras táteis diferenciadas (círculo e estrela, cortadas em goma eva com cortadores de figuras). Neste caso a criança terá de fazer o reconhecimento tátil do número e da figura tátil e colocar nas bases de vela o número correspondente dessa mesma figura. O bloco integra ainda operações simples de soma até 5. As páginas finais do bloco estão em branco para que o familiar ou educador o preencha à medida que joga com a criança e avalia o seu desempenho no jogo. As páginas em branco podem ser também interessantes para a própria criança criar exercícios para que outras pessoas/crianças joguem consigo.

Com este jogo é possível trabalhar com a criança com cegueira/défice visual grave as seguintes competências:

  1. Disciminação tátil (forma e algarismo em braille);
  2. Associação quantidade-número (até 10);
  3. Operações simples de soma (até 5).

Seguem-se algumas imagens do material para que se perceba a sua operacionalização.

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Bibliografia: 

Silva, I. (coord.) (2016). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa: Editorial do Ministério da Educação e Ciência. Acesso em: https://www.dge.mec.pt/ocepe/sites/default/files/Orientacoes_Curriculares.pdf

Audiolivros: Promovendo a Literacia

Nesta altura em que temos mais tempo, ouvir uma boa história é sempre uma maneira profícua de estarmos bem acompanhados e desenvolvermos competências linguísticas. Partilhamos assim, os recursos disponibilizados pela Letra Pequena, um blogue do jornal Público sobre literatura infanto-juvenil.

São livros para escutar, mas também livros para conversar, questionar, comentar, rir… Enfim, são recursos que permitem a partilha entre famílias e tesouros preciosos na promoção da literacia.

Converse com a sua criança sobre as histórias, esgotem o assunto do livro, expandam conhecimento… E, essencialmente, passem bons momentos com estas histórias para escutar.

Livros para Escutar-page-001 - Copy

A Incrível História do Sr. Solitário
Texto, ilustração e edição: Elias Gato

As Quatro Estações
Texto: Manuela Leitão; ilustração: Catarina Correia Marques; edição: Máquina de Voar

Boa Noite!
Texto e ilustração: Pierre Pratt; edição: Orfeu Negro

Afinal o Caracol
Texto: Fernando Pessoa; ilustração: Mafalda Milhões; edição: Bichinho de Conto. (Interpretação Cristina Paiva, Andante Associação)

A Grande Viagem do Pequeno Mi
Texto: Sandro William Junqueira; ilustração: Rachel Caiano; edição: Caminho

Aqui Há Gato!
Texto: Rui Lopes; ilustração: Renata Bueno; edição: Orfeu Negro

Histórias às Cores
Texto: António Mota; ilustração: Paulo Galindro; edição: Gailivro

Era Uma Vez Uma Raiva
Texto: Blandina Franco; ilustração: José Carlos Lollo; edição: Nuvem das Letras

Medo do Quê?
Texto e ilustração: Rodrigo Abril de Abreu; edição: Editorial Presença

A Caminho de Casa
Texto: Sílvia Corrêa, ilustração: Cárcamo, edição: Edições de Janeiro

Eu Quero a Minha Cabeça!
Texto e ilustração: António Jorge Gonçalves; edição: Pato Lógico

Ao Som de Lisboa
Texto: Domingos Cruz; ilustração: Francisca Ramalho; música: Armando Teixeira; voz: Liliana Carvalho; edição: Tell a Story

A Cadeira que Queria Ser Sofá
Texto: Clovis Levi; ilustração: Ana Biscaia; edição: Lápis de Memória

O Meu Avô
Texto e ilustração: Catarina Sobral; edição: Orfeu Negro

Eu Acredito
Texto: David Machado; ilustração: Alex Gozblau; edição: Alfaguara

Se Eu Fosse Um Livro
Texto: José Jorge Letria; ilustração: André Letria; edição: Pato Lógico

O Papão no Desvão
Texto: Ana Saldanha; ilustração: Yara Kono (Prémio Nacional de Ilustração 2010); edição: Editorial Caminho

Um Dia na Praia
Ilustração: Bernardo Carvalho; edição: Planeta Tangerina

O Coração e a Garrafa
Texto e ilustração: Oliver Jeffers; tradução: Rui Lopes; edição: Orfeu Negro

A Surpresa de Handa
Texto e ilustração: Eileen Browne; tradução: José Oliveira; Edição: Editorial Caminho

Selma
Texto e ilustração: Jutta Bauer; tradução: Alberto Freire; Edição: GATAfunho – Ana Paula Faria

A Charada da Bicharada
Texto: Alice Vieira; ilustração: Madalena Matoso (Prémio Nacional de Ilustração 2008); edição: Texto Editores

O Incrível Rapaz que Comia Livros
Texto e ilustração: Oliver Jeffers; tradução: Rui Lopes; edição: Orfeu Negro

Sabes, Maria, o Pai Natal Não Existe
Texto: Rita Taborda Duarte; ilustração: Luís Henriques; edição: Editorial Caminho

Trava-Línguas
Recolha e selecção: Dulce de Souza Gonçalves; ilustração: Madalena Matoso; edição: Planeta Tangerina

Eu Espero…
Texto: Davide Cali; ilustração: Serge Bloch; edição: Bruaá

Improvérbios
Texto: João Manuel Ribeiro; ilustração: Flávia Leitão; edição: Trinta por Uma Linha

A Máquina de Fazer Asneiras
Texto: João Paulo Cotrim; ilustração: Pedro Burgos; edição: Calendário de Letras

O Mundo num Segundo
Texto: Isabel Minhós Martins; ilustração: Bernardo Carvalho; edição: Planeta Tangerina

Não Quero Usar Óculos
Texto: Carla Maia de Almeida; ilustração: André Letria; edição: Editorial Caminho

Fonte: http://projectoadamastor.org/audiolivros-para-criancas/?fbclid=IwAR2QWD7wdNJWLxkDnhCTJHs-YcbSZBIN2VM9nAqo19uYao3J3w4cupd88TY

Twister Braille: Braille com movimento

No pré-escolar as crianças começam a adquirir curiosidade face à escrita. É também nesta fase que a criança contacta com as funções no uso da leitura e da escrita.

Não há hoje em dia crianças que não contactem com o código escrito e que, por isso, ao entrarem para a educação pré-escolar não tenham já algumas ideias sobre a escrita. Assim, há que tirar partido do que a criança já sabe, permitindo-lhe contactar e utilizar a leitura e a escrita com diferentes finalidades.

Silva, 2016.

Escrever o nome próprio é  uma forma da criança se sentir competente e capaz de usar uma das funções da escrita: a criança regista nos seus trabalhos o nome; vê em tabelas, capas, livros, o seu nome… O nome  traduz a identificação da criança e sua identidade!

De forma a introduzir o braille como um código convencionado para a escrita de crianças com cegueira, dinamizou-se uma actividade que procurou desenvolver o reconhecimento da primeira letra do nome de cada criança (a negro e a braille). Esta atividade permitiu desenvolver competências motoras (globais e finas) e de organização espacial.

Segue-se o descritivo da atividade: 

  1. As crianças são convidadas a selecionar a letra do seu nome (a negro) entre um conjunto de letras dispostas sobre uma mesa;

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2. Posteriormente, cada criança procura num painel, com a ajuda do adulto, a letra correspondente em braille (a mesma está identificada a negro também);

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3. A criança copia o padrão de pontos para a célula braille miniatura;

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4. À vez, cada criança será convidada a representar com o corpo a letra do seu nome, colocando mãos, pés, cabeça na célula braille disposta no chão (grandes círculos construídos em goma eva de cor roxo, amarelo, castanho, azul, verde, prateado). De salientar, que o jogo foi realizado com a mesma textura e cores diferenciadas porque as crianças com DV a quem se destinou possuem resíduo visual.

A atividade desafiou as crianças do ponto de vista motor, exigindo um planeamento para a coordenação dos movimentos necessários à reprodução do esquema de pontos de cada letra. Despertou, ainda,  a alegria e a risota por posições tão inusitadas!

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Ah, e claro, quando os adultos fazem também as suas acrobacias ainda se torna mais divertido!!

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As crianças foram ainda desafiadas a reproduzir com plasticina, a letra do seu nome em braille. Para isso, tiveram acesso a uma placa com uma esquadria com os 6 espaços da célula braille. Promoveram-se, assim, competências de motricidade fina, através de modelagem de plasticina.

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Por fim, escreveram a letra do nome na máquina braille.

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Uma actividade cheia de movimento onde se estimulou o prazer pelas convenções da escrita a negro e a braille!

 

Bibliografia: 

Silva, I. (coord.) (2016). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa: Editorial do Ministério da Educação e Ciência. Acesso em: https://www.dge.mec.pt/ocepe/sites/default/files/Orientacoes_Curriculares.pdf

Calendário do Advento

A época natalícia pode ser mais um momento para desenvolver competências de pré-leitura e escrita e a sequência de números em braille… Há inúmeras possibilidades mas, hoje, apresentamos as potencialidades dos calendários do advento.

O Braille pode ser adicionado aos calendários do advento disponíveis no mercado, de forma a facilitar a adaptação. As crianças adoram descobrir a surpresa a cada dia, para além disso reforçam noções temporais importantes. Consideramos que o sistema de caixinhas é interessante pelo aspecto surpresa que imprime e por motivar para as questões manipulativas.

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Descrição da ilustração: Calendário do advento, sistema de caixas.

Eis algumas dicas na sua utilização com a criança:

  1. Estimule o interesse da criança e a sua curiosidade, a cada dia;
  2. Coopere com a criança no seguimento tátil de cada uma das caixas. A criança deve tocar em cada uma das caixas da esquerda para a direita e de cima para baixo;
  3. Peça à criança  que combine cartões numéricos por si elaborados com o número presente em cada uma das caixinhas;
  4. Misture os números e peça à criança que os coloque na ordem correta (se a criança já discriminar tatilmente alguns dos números);
  5. Conte, cada dia, os números com a criança até chegar ao dia presente.

 

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Adaptação do calendário do advento. Apresentação do número a negro e a braille e de um elemento tátil diferenciado em cada dia (bolas de natal, pinha, eucalipto, sino, coração, pinha, canela, etc.)

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Adaptação de calendário do advento. Apresentação do número em braille (missangas). Dentro das caixas há surpresas diversas.

 

Adaptado de: http://www.pathstoliteracy.org/resources/accessible-advent-calendars

Estratégias promotoras do desenvolvimento linguístico

No último post abordámos alguns aspetos relacionados com o desenvolvimento linguístico de crianças com cegueira. Hoje apresentamos de forma muito sumária algumas estratégias a considerar tendo em vista a promoção do desenvolvimento da linguagem.

Algumas estratégias para as primeiras idades

  • O tom de voz e a entoação são extremamente importantes
  • Afeto, toque e interações positivas
  • Repetição das produções orais da criança (sons, sílabas)
  • Dar significado às produções da criança
  • Antecipar/avisar que lhe vai tocar, para não surgir de surpresa
  • Sempre que se dirige à criança, dizer o seu nome
  • Ajudá-la a perceber o ‘eu’ e o ‘tu’
  • Dar tempo de resposta; ‘tomar a vez’
  • A criação de rotinas e a repetição
  • Descrição verbal
  • Experienciação/vivência corporal
  • O conhecimento sensorial é preponderante
  • Promover a curiosidade da criança
  • Ajudar ao reconhecimento da funcionalidade dos objetos da vida diária
  • Desenvolvimento do jogo simbólico
  • Ler histórias
  • Tato ativo/háptico.

Algumas atividades que desenvolvemos pelos contextos naturais promotoras do desenvolvimento da linguagem:

  • Experiências reais
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Descrição da fotografia: Crianças realizam processo de sementeira. Conversa sobre todos os passos deste processo a par da experiência real. 

  • Jogo simbólico 
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Descrição da fotografia: Criança dá banho a uma boneca. 

  • Leitura de histórias 
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Descrição fotografia: Criança reconta a história ” A lagartinha muito comilona” de Eric Carle, assumindo o protagonismo da narrativa. 

  • Diálogo
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Descrição da fotografia: Crianças conversam informalmente. 

Poemas para escutar

Em jeito de pedido à Primavera para ficar, divulgamos mais um recurso para quem gosta de escutar  poesia.

https://www.publico.pt/2018/03/20/video/poemas-para-as-quatro-estacoes-20180319-162253

As autoras de Poemas para as Quatro Estações, Manuela Leitão e Catarina Correia Marques, (ed. Máquina de Voar) dão a voz a alguns destes poemas…e o resultado é digno da vossa escuta.

Boa viagem!

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Descrição da ilustração (de Catarina Correia Marques): comboio sobre ponte 

 

Bases para a Literacia: 4) Explorar o ambiente através do tato

 

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Legenda da fotografia: Criança em plena natureza, explora rochedo e poça de água.

Para que a criança com cegueira conheça o seu meio envolvente, é essencial que tenha múltiplas experiências táteis no seu dia-a-dia. É importante que os principais prestadores de cuidados a incentivem a explorar diferentes pisos, superfícies e objectos. Ter curiosidade pela exploração tátil é um aspecto fundamental para que a criança construa o conhecimento do mundo e, em última instância, desenvolva competências motoras que lhe permitam a leitura e a escrita.

Através do toque, a criança apreende diversos aspectos que são essenciais ao conhecimento do seu meio envolvente e lhe permitem recolher inúmeras informações:

  • Mecânicos (tato, pressão, vibrações, posições, movimentos);
  • Térmicos (sensações referentes à temperatura);
  • Álgicos (sensações referentes à dor).

O toque deve ser dinâmico: é a combinação destas diferentes sensações elementares, anexadas ao sentido cinestésico, que formam as sensações táteis como a nossa consciência percebe: «o movimento é ao toque, o que a iluminação é à visão» (Merleau-Ponty Claude, in Kraemer, 2009).

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Legenda da fotografia: Criança toca na neve.

 

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Legenda da fotografia: Criança explora gravilha no chão.

 

Boas descobertas e experiências mediadas pelo tato … e claro, partilhem connosco!

Bases para a Literacia: 3) Ouvir histórias independentes de imagens e experiências visuais

Crianças  com cegueira beneficiam da leitura em voz alta, a mesma  traduz-se em escutar uma narrativa que seja independente de imagens e experiências visuais . O momento em que a criança escuta uma história  é um momento de partilha e de atenção individualizada que a criança, geralmente, aprecia. Em simultâneo, a criança reforça a linguagem e desenvolvimento de conceitos, e trabalha competências de atenção, memória e imaginação.

Para que a experiência seja agradável e significativa, considere os seguintes aspetos:

  •  Ler um livro com uma criança pequena deve ser divertido tanto para o adulto e criança.
  • Escolha um livro que se relaciona com as experiências da própria da criança ou procure elementos que ajudem a criança a situar a narrativa nas suas experiências.
  • É importante que a história seja rica em descrições e, ao mesmo tempo, cativante em termos de sonoridade e ritmo.
  • Utilize diferentes tons de voz e efeitos sonoros. Seja expressivo do ponto de vista corporal e sonoro.
  • Introduza fórmulas que sejam um convite à repetição em voz alta e envolvam a criança.

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Ilustração de Maurice Sendak, em “Urso Pequeno”.

 

Bases para a Literacia: 2) Desenvolver competências linguísticas relevantes

A linguagem constitui um dos principais veículos de aprendizagem da criança com cegueira. Os conhecimentos adquiridos pela criança são, em grande parte, veiculados pela linguagem, já que a ausência de visão restringe a aprendizagem incidental e todas as dinâmicas de interação dependentes da visão.

Apresentamos, aqui, alguns dos aspetos que consideramos essenciais para o desenvolvimento comunicativo e linguístico da criança com cegueira:

  • Relações privilegiadas do recém-nascido com os principais prestadores de cuidados: Uma situação de cegueira poderá condicionar o recém-nascido na interação social com os principais prestadores de cuidados (Hatwell, 2003) e, por isso, os pais deverão investir no toque e no diálogo com o bebé.
  • Descrever todas as situações, gestos, expressões e ambientes  para que a criança apreenda o seu  meio envolvente.
  • Utilizar as experiências de vida da criança: São as experiências vivenciadas pela criança que vão permitir que se aproprie do seu contexto (Castellano, 2000). Nestas vivências, a criança deverá ter um “mediador” que lhe explique tudo o que toca e vivencia. Experiências significativas e de qualidade enriquecem o vocabulário compreendido e utilizado no discurso da criança (Koenig & Holbrook, 2002).
  • Explorar e experimentar objetos e atividades nas suas múltiplas dimensões: Quanto mais um conceito é abordado, nas suas diversas dimensões, maior e melhor se torna a sua compreensão (Rigolet, 1998). No caso de crianças com cegueira é fundamental a área do desenvolvimento de conceitos, sendo essencial que a criança perceba todas as suas dimensões. As experiências prévias e concretas ajudarão a criança a fazer a ligação com o que se verbaliza.

Um exemplo com Compota de Manzana, de Klaas Verplancke:

Explicar à criança como se faz uma compota de maça poderá ser uma experiência riquíssima ao nível da formação de conceitos e do desenvolvimento da linguagem. A experiência poderá começar no jardim com a apanha das maçãs da macieira (a árvore que dá as maças), que é tão alta, tão alta que só às cavalitas do pai as conseguimos alcançar…

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Na cozinha podemos conversar sobre as maçãs: a sua forma, cor, textura, cheiro… A criança poderá perceber que cortando a maça a mesma adquire novas formas …

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Na panela ao lume, a maçã transforma-se na compota juntamente com outros ingredientes. E, claro, podemos provar, diretamente da panela, e a criança apercebe-se de como está quente e como o cozimento alterou a textura da maça crua.

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No fim, poderá ser interessante ouvir uma história em voz alta ou explorar um álbum tátil ilustrado sobre a experiência prévia da criança. Em alternativa, podem, também, construir a vossa própria história recorrendo a objetos reais ou figuras representativas com texturas.

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Boas conversas, boas experiências e boas leituras!

 

Mais informações sobre este tema em: 

http://www.familyconnect.org/info/browse-by-age/infants-and-toddlers/growth-and-development-iandt/helping-your-baby-develop-language/1235

http://www.familyconnect.org/info/browse-by-age/infants-and-toddlers/growth-and-development-iandt/toddlers-language-development/1235

Afetos e Literacia Emergente

Hoje tivemos um dia em cheio num jardim-de-infância. Um dia bem docinho, cheio de abracinhos, e muitos beijinhos… Tudo para celebrar os afetos, o amor, a amizade e tudo aquilo que cada um, e cada criança, entende como o Dia dos Namorados.

Como já é habitual levámos uma história: Caracol e Caracola (OQO Editora), adaptada pela equipa OLEC. A história de um Caracol que se sente escuro e sem brilho até que a Caracola lhe diz que ele é bonito. Com os seus pauzinhos ao sol, anda que anda, fala que fala, descobrem juntos aquilo que significa a amizade. Uma história repleta de ternura, que todos apreciámos!

Num artigo futuro, abordaremos o processo de construção das ilustrações táteis. Para já, algumas fotografias que retratam a exploração da história no jardim-de-infância.

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No final da história, modelamos plasticina e construímos Caracóis e Caracolas e, claro, corações.

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Neste dia, tivemos, ainda, a oportunidade de conhecer uma interessante ferramenta de trabalho para desenvolver a acuidade tátil, seguimento de linhas, posicionamento das mãos, entre outras competências, concebida e realizada pela Professora Alice Liberto (Especializada no domínio da Visão – Agrupamento de Escolas Grão Vasco de Viseu).

Um livrinho cheio de surpresas… só desvendadas por dedos curiosos, dispostos a deslizar e seguir… Mas para entrar nesta fantástica aventura é preciso bater à porta, ou tocar à campainha…”Truz, truz”, “Posso entrar?”… Destrancamos a porta com a chave do coração e… páginas e páginas de surpresas coloridas, com relevos positivos e negativos. Surpresas que aguçam a vontade de seguir e a imaginação.

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Algumas das páginas deste livrinho:

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Caros leitores, afetos e literacia emergente combinam muito bem! Que este namoro seja todos os dias.

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Bases para a Literacia: 1)Desenvolver competências motoras globais

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O artigo de hoje abordará a necessidade da criança com cegueira desenvolver competências a nível motor do ponto de vista global. À medida que a criança desenvolve estas competências, irá também refinando as competências motoras  mais finas.

Ao pensarmos que a escrita e a leitura braille é realizada por intermédio da função instrumental das mãos, rapidamente, associamos a necessidade da criança desenvolver competências de motricidade fina, fulcrais para que desenvolva a “acuidade tátil” necessária à leitura.

O comportamento de leitura Braille destaca, efectivamente, o papel das mãos, mas a sua fluidez funcional e a coordenação dos seus movimentos estão directamente condicionados pela flexibilidade dos ombros, dos braços e dos punhos (Krammer, 2009).

“A criança usa os seus braços antes das suas mãos e as mãos são usadas de forma global antes que ela possa controlar e coordenar o movimento dos dedos”

Vayer Pierre,  1978

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Trabalhar estas competências no dia-a-dia: 

  • Amplitude de movimentos: vestir uma camisola, uma t-shirt, um casaco, um gorro.
  • Afastamento do braço em relação ao corpo: baloiçar, jogos de trepar, transportar diferentes materiais (madeira, pedras), jogo de bolas.
  • Extensão: Agarrar uma bola suspensa em altura ou deixar-se arrastar deitado em cima de um cobertor/toalha, agarrando-se ao mesmo.
  • Variar posições entre Extensão/Relaxamento: brincar ao faz de conta, imitando corporalmente personagens: o soldadinho de chumbo, uma bailarina, ou uma borboleta, um bichinho de conta (que ora se encolhe, ora estica livremente).
  • Tração: o tradicional jogo da corda Um objeto sonoro  colocado no centro de uma lona/licra. Inicialmente, a tela quase toca o chão, as crianças puxam para trás, o objeto deixa de estar em contacto com a superfície, e saltando faz barulho ao cair novamente no tecido.
  • Suspensão: Pendurar-se numa vara e levantar os pés do chão para que os braços suportem o peso do corpo (equipamento parques infantis), brincar ao jogo do carrinho de mão.
  • Mobilizar cotovelo: regar as plantas, levantar a mesa (transportar pratos), estender massa de tarte ou pão com o rolo.
  • Rotação do punho: abrir e fechar torneiras, lavar e secar as mãos, lavar o rosto, descascar fruta, enrolar um novelo de fio.
  • E MUITO MAIS …

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Bom trabalho e muito, muito, MOVIMENTO!

Fonte das ilustrações: Beatrice Alemagna, em Lotta Combinaguai.

Bibliografia:  Kraemer, C. (2009). Approche de la lecture à fleur de peau ou La pré-lecture Braille. Les Doigts qui Rêvent: Talant.

Construir uma base sólida para a literacia

A literacia emergente é um processo que se inicia desde o nascimento da criança, constituindo-se um direito fundamental (Wright,1991).Crianças com cegueira ou défice visual grave desenvolvem a literacia através de diversas experiências significativas.

A criança deve ter oportunidade de:

  • Desenvolver competências motoras globais;
  • Desenvolver competências linguísticas relevantes;
  • Ouvir histórias independentes de imagens e experiências visuais;
  • Explorar o ambiente através do tato;
  • Manusear livros tatilmente interessantes;
  • Divertir-se e aprender através da interação com os livros.
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Fonte:On the Way to Literacy. Early Experiences for Visually Impaired Children, APH for the Blind.

 

Este artigo tem como fonte um artigo do site Paths to Literacy. Ler mais sobre este assunto aqui.

Não perca os próximos post’s, onde desenvolveremos cada um dos tópicos apresentados.

Bom fim-de-semana!

“O que vês, o que vejo…” é notícia no Público

“O que vês, o que vejo…” é notícia no Jornal Público. Não deixem de ler: “Era uma vez… um livro para as crianças que não vêem”, por Bárbara Duarte Mota.

Ver notícia aqui.

O papel ganha vida e formas. A conversa sai das folhas para as mãos. É assim que o primeiro livro multissensorial consegue dar às crianças com deficiência visual que não saibam ler em braille a oportunidade de conhecer a história que nestas páginas é contada.

Público, 03. Dez. 16

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“Tudo é sempre outra coisa”. Ilustrações hápticas: adaptação de livros infantis para a cegueira

Hoje partilhamos um pequeno resumo do 2º Painel das V Jornadas Deficiência Visual & Intervenção Precoce – Literacia Emergente para a Cegueira.

O painel tinha início com a voz de Joana Carvalho, antiga colaboradora da ANIP e grande amiga da OLEC, com a leitura do seguinte texto:

Lembramo-nos que poderia ser uma coisa boa, enaltecer o livro “Tudo é sempre outra coisa”, de João Pedro Mésseder e Rachel Caiano, para ilustrar este painel. Diz-nos o autor que há sempre um outro lado das coisas. Leio:

 E que lado é esse? Talvez o outro lado do que se vê, o outro lado do que se ouve, o outro lado do que se sente. Até o outro lado de cada palavra, que as palavras às vezes têm vários lados, como as coisas. Porque nem tudo é só o que parece ser. Como dizia certo poeta, tudo é sempre outra coisa…

E “Tudo é sempre outra coisa” explana um pouco a problemática da conceção de ilustrações táteis…Como criar imagens táteis fiéis, imagens que recriem aspetos de um mundo real ou de um mundo narrado, “se tudo é sempre outra coisa”, se a maneira como vejo, poderá ser diferente da maneira que vês? Como criar imagens táteis fiéis se o contexto percetivo na cegueira difere do contexto percetivo da cultura visual?

Mésseder escreve:

Os pintores roubam a beleza do mundo – embora eles digam que não, que lhes vem tudo da cabeça. Mas a verdade também é que o mundo não chega a perder essa beleza. Parece é que os pintores a multiplicam nos seus quadros. Talvez por isso, são os únicos ladrões que ninguém se importa que andem por aí, em liberdade.

Estamos certas que os pintores das ilustrações hápticas roubam as sensações do mundo… sensações partilhadas por pessoas cegas e normovisuais…porque todos sentimos…

Parece que esses pintores, as multiplicam nos livros, convidando todos a apreciar a beleza do mundo, pelo toque, que em parelha com a escuta da palavra, nos permite um vai-e-vem afinado entre representação e realidade.

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Descrição da Fotografia: Painel 2 – da esquerda para a direita: Moderadora Alice Liberto, Facilitadora na tradução Anabela Antunes, Orador Philippe Claudet. 

Assim, começava o 2º Painel, com moderação de Alice Liberto – Professora especializada no domínio da visão – Agrupamento de Escolas Grão Vasco de Viseu. Este foi um painel que situou o auditório sobre a problemática da concepção das ilustrações táteis em livros infantis.

Philippe Claudet, professor e diretor da Les doigts qui rêvent, partilhou o longo caminho percorrido por esta editora para tornar o livro acessível a todas as crianças, tornando-o num ponto de encontro entre crianças com cegueira e normovisuais. Lançou-nos o desafio de refletirmos sobre a representação de conceitos tais como a noite para alguém que nunca viu.

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Descrição da fotografia: Philippe Claudet. 

Suportado pela evidência da prática e da investigação cientifica falou-nos do modelo de ilustração háptico como meio privilegiado para transformar o livro num instrumento poderoso através do qual a criança com cegueira pode explorar experiências múltiplas do seu corpo em contato com os objetos e o meio.

Face ao modelo mais comum “ilustração visual em relevo”, as ilustrações hápticas têm-se demonstrado mais adequadas ao contexto percetivo de crianças com cegueira. O sistema percetivo háptico considera as sensações sensoriais e motoras do nosso corpo ao realizarmos ações como subir uma escada ou caminhar sobre a neve.

Por último, Philippe Claudet referiu que as crianças com cegueira se encontram ainda numa situação de grande desvantagem de oportunidades no que concerne Literacia Emergente. Referiu que “se a deficiência incide sobre o indivíduo, o handicap está dependente da sociedade” apelando para a importância do livro infantil ilustrado estar acessível a crianças com cegueira traduzindo-se num importante passo para a inclusão e igualdade de oportunidades de literacia emergente.

Lançou, por último, um desafio à comunidade científica, universidades, agentes educativos e famílias para que se criem sinergias na procura de criar cada vez respostas mais eficazes e inclusivas no processo criativo de produção de um livro que traduza uma realidade maioritariamente construída e apreendida por normovisuais, acessível aos olhos de uma criança com cegueira.

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Descrição da fotografia: Philippe Claudet. 

Abordar as cores com crianças com cegueira

Frequentemente somos questionadas por pais e profissionais sobre como abordar as cores com crianças com deficiência visual severa ou cegueira. Partilhamos, assim, um artigo da National Braille Press que explicita a questão. Veja o artigo na íntegra, em:

http://www.nbp.org/ic/nbp/programs/gep/crayons/crayons-color.html

6 dicas para abordar as cores com a criança com cegueira, por Deborah Kent:

1. Nunca tenha medo de falar sobre as cores

Falar sobre a cor não é perturbador para a criança, mesmo que o seja  para si em primeiro lugar. Se a criança nunca viu a cor, ela não sente a sua falta, mas é natural que seja curiosa. Incentive essa curiosidade!

2. Introduza a cor nas conversas diárias

Ajude a criança a  entender que a cor é um atributo de quase todos os objectos e substâncias no mundo. Pode dizer: “Aqui está uma bela maçã vermelha”, ou, “Coloca as tuas bonitas luvas de lã verdes.” Quando o professor pergunta: “De que cor é o teu casaco?”, a criança vai dizer com orgulho: “É azul!”

3. Pense sobre a cor como informação

“As rosas são vermelhas, as violetas são azuis…” Mesmo que uma criança que nunca tenha visto cores, não as compreenda da mesma forma, pode  aprender de que cor são os objetos no mundo. No Dia das Bruxas, a criança pode facilmente aprender que as abóboras são cor de laranja. Mas atenção, não exagere: seria muito aborrecido para  a  criança ter de aprender  a cor de todos os brinquedos da sua caixa!

4. Associe emoções e sentimentos à cor

Ajude a criança a compreender a cor, relacionando-a com os outros sentidos. Poderá descrever o vermelho como quente, forte; branco como suave e silencioso; preto como brilhante; ou azul como as notas de um saxofone. Um bloguer cego escreveu: Amarelo é amanteigado e rico, como o sol no teu rosto.

5. Introduza as sutilezas da cor mais tarde

Explique as sutilezas da cor quando a criança for mais velha. As maçãs podem ser verdes, bem como vermelhas; o céu pode ser azul ou cinzento, dependendo do tempo; a água num copo é incolor, mas no mar parece-nos azul.

6. Explique que algumas cores ficam bem juntas, outras não

Ajude a criança a conjugar cores. Isso será  importante para o seu futuro, quando ela escolher suas próprias roupas.

Deixamos, ainda, sugestões de livros onde as cores são as protagonistas. Leia-os em voz alta!

oh cores

“Oh, as cores!”, de Jorge Luján. Editora Kalandraka.

a rainha das cores

“A Rainha das Cores”, de Jutta Bouer. Editora A Cobra Laranja.

o ivro negro das cores

“O livro negro das cores”, de Rosana Faria, Menena Cottin. Editora Bruaá