Oficialização do Sistema Braille em Portugal – Decreto-Lei n.º 126/2017 de 4 de Outubro

Boas notícias para a literacia de pessoas com cegueira!

O Decreto n.º 18.373, de 22 de maio de 1930, que reconhecia a a conveniência de «uniformizar em Portugal o método de leitura e escrita do Sistema Braille para uso dos cegos, em harmonia com a nova ortografia oficial», deixou de satisfazer  as necessidades dos seus utilizadores. Actualmente, o braille implica não só a escrita no seu modo mais direto como a escrita da matemática, química, música, etc.

Além disso, tem vindo a ser discutida a utilização de meios digitais em detrimento do Sistema Braille “menosprezando” o peso que este material signográfico tem enquanto ferramenta de integração do indivíduo a nível familiar, escolar, profissional e social.

Este será um primeiro passo para “vincar” a utilização do Braille nos diversos contextos dando-lhe a importância que há tanto era solicitada pelas pessoas com cegueira.

Decreto-Lei n.º 126/2017, de 4 de outubro braille oficialização

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Grupo de Trabalho para a Literacia Emergente e Pré-Braille

No passado dia 7 de Outubro foi realizado, na sede do CAIPDV, o primeiro Grupo de Trabalho para a Literacia Emergente e Pré-Braille.

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Descrição da fotografia: Profissionais no Grupo de Trabalho para a Literacia Emergente e Pré-Braille .

Por sugestão dos pais participantes nos ateliers anteriores, que têm encarado o processo de literacia emergente como crucial no desenvolvimento das suas crianças, surgiu a ideia de abrir estes atelier’s a profissionais. Os principais objetivos deste grupo de trabalho foram discutir aspetos inerentes à especificidades do pré-braille e literacia emergente na cegueira (0-6 anos) e partilhar práticas pedagógicas neste âmbito.

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Descrição da fotografia: Profissionais no Grupo de Trabalho para a Literacia Emergente e Pré-Braille e Técnicas do CAIPDV .

 

Foi um dia muito rico e que deixou espaço para novas partilhas.

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Descrição das fotografias: Profissionais no Grupo de Trabalho para a Literacia Emergente e Pré-Braille a explorarem materiais e livros.

 

Obrigada pela presença de todos e continuação de bom trabalho!

Promover a Literacia com as sensações do Outono

Chegou o Outono e com ele novas cores, cheiros, sabores, sons… Esta pode ser uma estação do ano rica em novas descobertas.

Na OLEC não podemos deixar de vos sugerir passeios pelo parque… Saltar em cima de folhas secas e escutar o seu som a estalar.

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Descrição da ilustração: Ilustração de Jimmy Liao. Criança deitada sobre tronco sente as folhas de tons alaranjados caírem sobre o seu corpo.

E porque não, escutar uma história deitados em cima deste “manto natural”?

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Descrição da ilustração: Ilustração de Jimmy Liao. Leão deitado sobre folhas de tons alaranjados, com livro entre braços.

No fim, recolham os vossos tesouros de outono e construam uma história. Para a operacionalização do livro, podem utilizar folhas soltas e colocar, posteriormente, umas argolas ou arquivar num dossier. Criem a vossa história e ilustrem-na com os elementos naturais que encontraram. O texto elaborado pela criança deverá, também, ser transcrito para braille e introduzido no vosso livro.

A criança deve participar activamente e transmitir a sua perspectiva sobre a experiência vivida. McLinden e McCall (2002) defendem que não devemos impor a nossa visão do mundo à criança, mas reconhecer e apreciar a sua perspectiva única sobre as coisas. A perspectiva de crianças com cegueira, muitas vezes avaliada como incoerente, constitui, na sua grande maioria, em adaptações lógicas para um mundo mediado predominantemente através do toque.

Fall leaves with braille Reading braille page about fall leaves.

Fonte das Fotografias: Paths to litercyhttp://www.pathstoliteracy.org/blog/promoting-literacy-through-experiential-learning-about-fall

Aqui encontrará outras sugestões para promover a literacia através de experiências sobre o outono.

Bons passeios!

Estamos de regresso!

Olá a todos,

Estamos de regresso! Pela OLEC trabalhamos em novidades… Estamos a elaborar atividades para desenvolver competências de pré-braille. Em breve, estarão nos contextos educativos das crianças acompanhadas.

Espreitem 🙂

Até breve!

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Um Verão com uma Brisa de Literacia

Associamos o Verão ao lazer, ao descanso e a actividades informais, e esta informalidade e descanso do período de férias, poderá ser o mote para o desenvolvimento de actividades para promover a literacia de uma forma descontraída, lúdica e num ambiente familiar.

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Ilustração de Jimmy Liao.

 

Estão prontos/as para um Verão com uma brisa de literacia? Deixamos aqui, algumas sugestões:

  1. Escrever uma carta a um familiar;

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2. Fazer uma horta/jardim com etiquetas identificadoras das espécies de plantas/flores;

3.  Cozinhar com os pais ou familiares, seguindo uma receita tátil ilustrada e com braille;

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4.  Escrever e ilustrar um livro sobre experiências vividas (um dia na praia, uma ida ao parque, etc.);

5.  Ir a um parque sensorial – Eco Parque Sensorial da Pia do Urso

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6. Ir à Biblioteca

7. Fazer um caça ao tesouro no parque, seguindo pistas;

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7. Conversar;

8. Imaginar;

9. Cantar, ouvir música, declamar poesia;

10. Ouvir uma história, todos os dias, em vários locais (no jardim; no sofá; na cama; num baloiço).

 

Para outras sugestões consulte o artigo: Top 10 Fun and Motivating Ways to Include Braille in Your Summer!

Gostaram dos nossos desafios? Sentiram a brisa de literacia? Partilhem connosco as vossas experiências, para as publicarmos neste espaço. Vamos a isso? O desafio está lançado! Aguardamos por bravos leitores que ousam sentir, este verão, uma brisa de Literacia. 

“O que vês, o que vejo…”, álbum tátil ilustrado em versão audio

Muitos são aqueles/as que nos têm solicitado o álbum tátil ilustrado “O que vês, o que vejo…”, infelizmente não conseguimos satisfazer todos os interessados/as pelo número limitado de edições deste livro (100 exemplares) que, felizmente, o que é  paradoxal, esgotou rapidamente. Entretanto, trabalhamos para angariar financiamento para a reedição deste livro e, quem sabe, editar outros títulos.

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Descrição da fotografia: Capa do Livro “O que vês, o que vejo…” (edição ANIP, texto Inês Marques, Ilustração Madalena Moniz).

A presente publicação tem como intuito dar a conhecer a versão audio deste livro, um projeto que teve a preciosa colaboração da Câmara Municipal de Coimbra, Serviço de Leitura Especial para Deficientes Visuais, da Biblioteca Municipal de Coimbra. A leitura foi realizada por Maria José Pessoa com o  apoio técnico de Emanuel Laça.

À Câmara Municipal de Coimbra, na entidade do Serviço de Leitura Especial para Deficientes Visuais, da Biblioteca Municipal de Coimbra, muito agradecemos. 

 

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Para aceder às versões audio, clique abaixo:

  1. Ficha Técnica e Sinopse “O que vês, o que Vejo…”
  2. Texto “O que vês, o que vejo…”
  3. Conclusão, agradecimentos, segurança.

Boa escuta! Deixe-se levar pela pluralidade das sensações, pela riqueza do diverso… Temos a certeza que será um óptimo ENCONTRO!

Bases para a Literacia: 5) Manusear livros tatilmente interessantes

Uma história que associa texto e imagem desenvolve competências linguísticas e comunicacionais , desperta o prazer da leitura e as trocas entre crianças cegas e normovisuais (Valente, 2015).

Com livros táteis ilustrados, a criança tem maiores oportunidades para alargar o vocabulário, consolidar conceitos, compreender narrativas e recontar histórias de forma independente. Para isso, é importante que as ilustrações táteis sejam interessantes e significativas. Eis algumas das características que contribuem para tal:

  • Elementos destacáveis ou acessórios (reais ou simbólicos), que permitam diversas manipulações;

Descrição da fotografia: Livro “À table!” (Editora Les Doigts Qui Rêvent).

  • Ilustrações que permitam o movimento e que ajudem a criança a perceber a ação narrada, por intermédio da experimentação com o corpo; 

(exemplos: abrir uma porta; subir umas escadas; descer um escorrega; andar para frente ou para trás; correr, espreguiçar-se…)

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Descrição da fotografia: Uma das páginas do livro “O que vês, o que vejo…” (Edição ANIP): crianças espreguiçam-se, ao acordar.

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Descrição da fotografia: Criança movimenta os braços articulados, presentes no livro, representando a ação narrada. Anteriormente, as crianças já tinham esticado os braços com o seu próprio corpo.

  • Diferentes texturas, que ajudem a criança a situar as sensações táteis reais de determinado objeto ou personagem; 

No caso do primeiro exemplo exposto – “Le Repas de Renard” as galinhas são representadas por penas e a raposa por pêlo. Já no segundo exemplo “Un hivier magique“, a editora Les Doigts qui Rêvent conseguiu produzir uma sensação tátil similar à neve pela sua densidade e pelo som provocado quando simulamos caminhar sobre “a neve” no livro.

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Descrição da Fotografia: Livro “Le repas de Renard” (Editora Les Doigts qui Rêvent)

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Descrição da fotografia: Livro “Un hiver magique” (Editora Les Doigts qui Rêvent)

  • Ilustrações que integrem outros sentidos como o audição e olfacto. 

 

Boas leituras!

1º Encontro Nacional de Pais, Familiares e Amigos de Crianças, Jovens e Adultos Cegos e com Baixa Visão

Caros leitores, hoje divulgamos o 1º Encontro Nacional de Pais, Familiares e Amigos de Crianças, Jovens e Adultos Cegos e com Baixa Visão, a decorrer a 17 de Junho, pelas 15.30, em Lisboa (junto ao Largo do Rato).

Pode ler-se, no facebook da Bengala Cor de Rosa:

É com muito gosto que anunciamos o nosso primeiro encontro!

Pretendemos, na 1ª parte deste evento, anunciar um projeto na área da Deficiência Visual e recolher os vossos contributos e sugestões para a prossecução do mesmo.
Na 2ª parte do encontro, teremos um momento de convívio com um lanche partilhado, para o qual pedimos a vossa colaboração com um doce/salgado ou bebida…

Teremos animação para as crianças.

Agradecemos confirmação da vossa presença (até ao dia 15 de junho) para:

bengalacorderosa@gmail.com

com indicações dos nomes dos participantes, idades, e qualidade em que se inscrevem (pai, mãe, amigo, etc).

Pedimos também o favor de partilharem este evento, para que consigamos chegar ao maior número de pessoas.

Podem consultar a localização do colégio alegria, em:

http://www.colegioalegria.pt/contactos/

Contamos com todos, até lá!

Atelier de Pais: Pré-Braille

No passado dia 03 de Junho aconteceu mais um atelier de pais, sob o tema pré-braille. Esta foi a primeira parte da exposição deste tema, um tema que se revela essencial na vida das crianças com cegueira. No próximo atelier, os pais terão oportunidade de experimentar a construção de materiais neste domínio.

Neste atelier, o nosso grupo cresceu e juntaram-se a nós mais duas famílias, a da Carlota e do Pedro. Bem-Vindas!

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Descrição da fotografia: Grupo de pais no atelier pré-braille.

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Descrição da fotografia: Vitória e Vicente a brincarem.

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Descrição da fotografia: Crianças – Gabriela, Vitória, Vicente, Duarte, Pedro, Carlota, Joana – ouvem história em voz alta “Maruxa” (editora OQO).

Para nós, mais um momento de importantes partilhas! Obrigada, famílias! E até breve!

 

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Descrição da fotografia: Foto de grupo do atelier de pais.

Bases para a Literacia: 4) Explorar o ambiente através do tato

 

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Legenda da fotografia: Criança em plena natureza, explora rochedo e poça de água.

Para que a criança com cegueira conheça o seu meio envolvente, é essencial que tenha múltiplas experiências táteis no seu dia-a-dia. É importante que os principais prestadores de cuidados a incentivem a explorar diferentes pisos, superfícies e objectos. Ter curiosidade pela exploração tátil é um aspecto fundamental para que a criança construa o conhecimento do mundo e, em última instância, desenvolva competências motoras que lhe permitam a leitura e a escrita.

Através do toque, a criança apreende diversos aspectos que são essenciais ao conhecimento do seu meio envolvente e lhe permitem recolher inúmeras informações:

  • Mecânicos (tato, pressão, vibrações, posições, movimentos);
  • Térmicos (sensações referentes à temperatura);
  • Álgicos (sensações referentes à dor).

O toque deve ser dinâmico: é a combinação destas diferentes sensações elementares, anexadas ao sentido cinestésico, que formam as sensações táteis como a nossa consciência percebe: «o movimento é ao toque, o que a iluminação é à visão» (Merleau-Ponty Claude, in Kraemer, 2009).

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Legenda da fotografia: Criança toca na neve.

 

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Legenda da fotografia: Criança explora gravilha no chão.

 

Boas descobertas e experiências mediadas pelo tato … e claro, partilhem connosco!

Bases para a Literacia: 3) Ouvir histórias independentes de imagens e experiências visuais

Crianças  com cegueira beneficiam da leitura em voz alta, a mesma  traduz-se em escutar uma narrativa que seja independente de imagens e experiências visuais . O momento em que a criança escuta uma história  é um momento de partilha e de atenção individualizada que a criança, geralmente, aprecia. Em simultâneo, a criança reforça a linguagem e desenvolvimento de conceitos, e trabalha competências de atenção, memória e imaginação.

Para que a experiência seja agradável e significativa, considere os seguintes aspetos:

  •  Ler um livro com uma criança pequena deve ser divertido tanto para o adulto e criança.
  • Escolha um livro que se relaciona com as experiências da própria da criança ou procure elementos que ajudem a criança a situar a narrativa nas suas experiências.
  • É importante que a história seja rica em descrições e, ao mesmo tempo, cativante em termos de sonoridade e ritmo.
  • Utilize diferentes tons de voz e efeitos sonoros. Seja expressivo do ponto de vista corporal e sonoro.
  • Introduza fórmulas que sejam um convite à repetição em voz alta e envolvam a criança.

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Ilustração de Maurice Sendak, em “Urso Pequeno”.

 

Bases para a Literacia: 2) Desenvolver competências linguísticas relevantes

A linguagem constitui um dos principais veículos de aprendizagem da criança com cegueira. Os conhecimentos adquiridos pela criança são, em grande parte, veiculados pela linguagem, já que a ausência de visão restringe a aprendizagem incidental e todas as dinâmicas de interação dependentes da visão.

Apresentamos, aqui, alguns dos aspetos que consideramos essenciais para o desenvolvimento comunicativo e linguístico da criança com cegueira:

  • Relações privilegiadas do recém-nascido com os principais prestadores de cuidados: Uma situação de cegueira poderá condicionar o recém-nascido na interação social com os principais prestadores de cuidados (Hatwell, 2003) e, por isso, os pais deverão investir no toque e no diálogo com o bebé.
  • Descrever todas as situações, gestos, expressões e ambientes  para que a criança apreenda o seu  meio envolvente.
  • Utilizar as experiências de vida da criança: São as experiências vivenciadas pela criança que vão permitir que se aproprie do seu contexto (Castellano, 2000). Nestas vivências, a criança deverá ter um “mediador” que lhe explique tudo o que toca e vivencia. Experiências significativas e de qualidade enriquecem o vocabulário compreendido e utilizado no discurso da criança (Koenig & Holbrook, 2002).
  • Explorar e experimentar objetos e atividades nas suas múltiplas dimensões: Quanto mais um conceito é abordado, nas suas diversas dimensões, maior e melhor se torna a sua compreensão (Rigolet, 1998). No caso de crianças com cegueira é fundamental a área do desenvolvimento de conceitos, sendo essencial que a criança perceba todas as suas dimensões. As experiências prévias e concretas ajudarão a criança a fazer a ligação com o que se verbaliza.

Um exemplo com Compota de Manzana, de Klaas Verplancke:

Explicar à criança como se faz uma compota de maça poderá ser uma experiência riquíssima ao nível da formação de conceitos e do desenvolvimento da linguagem. A experiência poderá começar no jardim com a apanha das maçãs da macieira (a árvore que dá as maças), que é tão alta, tão alta que só às cavalitas do pai as conseguimos alcançar…

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Na cozinha podemos conversar sobre as maçãs: a sua forma, cor, textura, cheiro… A criança poderá perceber que cortando a maça a mesma adquire novas formas …

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Na panela ao lume, a maçã transforma-se na compota juntamente com outros ingredientes. E, claro, podemos provar, diretamente da panela, e a criança apercebe-se de como está quente e como o cozimento alterou a textura da maça crua.

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No fim, poderá ser interessante ouvir uma história em voz alta ou explorar um álbum tátil ilustrado sobre a experiência prévia da criança. Em alternativa, podem, também, construir a vossa própria história recorrendo a objetos reais ou figuras representativas com texturas.

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Boas conversas, boas experiências e boas leituras!

 

Mais informações sobre este tema em: 

http://www.familyconnect.org/info/browse-by-age/infants-and-toddlers/growth-and-development-iandt/helping-your-baby-develop-language/1235

http://www.familyconnect.org/info/browse-by-age/infants-and-toddlers/growth-and-development-iandt/toddlers-language-development/1235

Atelier: Adaptação de Jogos

E é com orgulho que partilhamos convosco pequenos momentos de mais um atelier realizado com pais de crianças com cegueira ou défice visual grave, este sob a temática da adaptação de jogos.

Um dia de trabalho, onde os pais colocaram ideias em prática para tornar jogos mais acessíveis aos seus filhos.

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Um dia de amizade, boa disposição e união! Um dia de (re)ENCONTROS 🙂

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Obrigada Famílias!

Até breve.

Dia Internacional do Livro Infantil

Hoje comemoramos o dia internacional do livro infantil, renovando votos: “Vamos crescer com o livro!”.

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Cartaz DGLAB comemorativo do Dia Internacional do Livro (ilustração de João Fazenda).

 

VAMOS CRESCER COM O LIVRO!

Na minha primeira infância, gostava de construir casas com pequenas peças e toda a espécie de brinquedos. Usava muitas vezes um livro ilustrado a fazer de telhado. Nos meus sonhos, entrava na casa, deitava-me na cama feita com uma caixa de fósforos e olhava para cima, para as nuvens ou para as estrelas do céu. A escolha dependia da ilustração que preferia na altura.

Mensagem do IBBY , este ano da responsabilidade da Rússia, texto do escritor Sergey Makhotin. Descarregar texto completo VAMOSCRESCERCOMOLIVRO

 

 

Comemoração 2 Anos Blog OLEC

Entre crianças e famílias… 

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À roda de uma história… 

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Aconchegados(as) pelo calor da partilha…

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Sempre de braços esticados,

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 prontos(as) para despertar sensações…

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… e ternura.

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Na OLEC percorremos vários caminhos…Encontramo-nos com vários rostos, várias vidas… E isso, tem sido o mais bonito do caminho trilhado.

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Na OLEC somos uma casa cheia de gente, cheia de histórias, sorrisos e união!

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Um brinde aos nossos 2 anos de blog!

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Um agradecimento especial a todos os nossos seguidores e amigos. A todas as pessoas que participam nesta rede, dando-lhe sentido e prosperidade!

Famílias e crianças, um obrigada especial.

Bem-Vindas: Voluntariado na OLEC

Na OLEC gostamos de contar histórias e contar com pessoas que, com a sua generosidade, querem ajudar-nos  a construir este projeto.

É com muita alegria que partilhamos que teremos a colaborar connosco a Ana Matos e a Lúcia Fialho, em regime de voluntariado. Chegaram cheias de ideias e com muita vontade de contribuir para a construção de mais livros e materiais.

Contamos muito com elas… Obrigada e BEM-Vindas, Ana e Lúcia!

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Descrição da fotografia: Da esquerda para a direita: Rita Ângelo, Ana Matos, Patrícia Valério, Helena Mamede, Inês Marques, Lúcia Fialho.

Muito Obrigada, Hipopómatos!

Hipopómatos na Lua, conhecem? São um Blogue, uma Casa do Chá e da Leitura, uma Livraria…Dizem que viajam através do único meio capaz de nos levar a qualquer lado, o LIVRO. Pretendem dar-nos uma boleia…

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E que boleia nos têm dado…Inspiram-nos com a beleza com que falam de livros e histórias…e agora, associaram-se ao CAIPDV  numa Campanha de Recolha de Livros Infantis para crianças com cegueira. Muito obrigada, Hipopómatos!

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Para que TODAS as Crianças sejam CRIANÇAS DE LIVROS!

Afetos e Literacia Emergente

Hoje tivemos um dia em cheio num jardim-de-infância. Um dia bem docinho, cheio de abracinhos, e muitos beijinhos… Tudo para celebrar os afetos, o amor, a amizade e tudo aquilo que cada um, e cada criança, entende como o Dia dos Namorados.

Como já é habitual levámos uma história: Caracol e Caracola (OQO Editora), adaptada pela equipa OLEC. A história de um Caracol que se sente escuro e sem brilho até que a Caracola lhe diz que ele é bonito. Com os seus pauzinhos ao sol, anda que anda, fala que fala, descobrem juntos aquilo que significa a amizade. Uma história repleta de ternura, que todos apreciámos!

Num artigo futuro, abordaremos o processo de construção das ilustrações táteis. Para já, algumas fotografias que retratam a exploração da história no jardim-de-infância.

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No final da história, modelamos plasticina e construímos Caracóis e Caracolas e, claro, corações.

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Neste dia, tivemos, ainda, a oportunidade de conhecer uma interessante ferramenta de trabalho para desenvolver a acuidade tátil, seguimento de linhas, posicionamento das mãos, entre outras competências, concebida e realizada pela Professora Alice Liberto (Especializada no domínio da Visão – Agrupamento de Escolas Grão Vasco de Viseu).

Um livrinho cheio de surpresas… só desvendadas por dedos curiosos, dispostos a deslizar e seguir… Mas para entrar nesta fantástica aventura é preciso bater à porta, ou tocar à campainha…”Truz, truz”, “Posso entrar?”… Destrancamos a porta com a chave do coração e… páginas e páginas de surpresas coloridas, com relevos positivos e negativos. Surpresas que aguçam a vontade de seguir e a imaginação.

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Algumas das páginas deste livrinho:

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Caros leitores, afetos e literacia emergente combinam muito bem! Que este namoro seja todos os dias.

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Bases para a Literacia: 1)Desenvolver competências motoras globais

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O artigo de hoje abordará a necessidade da criança com cegueira desenvolver competências a nível motor do ponto de vista global. À medida que a criança desenvolve estas competências, irá também refinando as competências motoras  mais finas.

Ao pensarmos que a escrita e a leitura braille é realizada por intermédio da função instrumental das mãos, rapidamente, associamos a necessidade da criança desenvolver competências de motricidade fina, fulcrais para que desenvolva a “acuidade tátil” necessária à leitura.

O comportamento de leitura Braille destaca, efectivamente, o papel das mãos, mas a sua fluidez funcional e a coordenação dos seus movimentos estão directamente condicionados pela flexibilidade dos ombros, dos braços e dos punhos (Krammer, 2009).

“A criança usa os seus braços antes das suas mãos e as mãos são usadas de forma global antes que ela possa controlar e coordenar o movimento dos dedos”

Vayer Pierre,  1978

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Trabalhar estas competências no dia-a-dia: 

  • Amplitude de movimentos: vestir uma camisola, uma t-shirt, um casaco, um gorro.
  • Afastamento do braço em relação ao corpo: baloiçar, jogos de trepar, transportar diferentes materiais (madeira, pedras), jogo de bolas.
  • Extensão: Agarrar uma bola suspensa em altura ou deixar-se arrastar deitado em cima de um cobertor/toalha, agarrando-se ao mesmo.
  • Variar posições entre Extensão/Relaxamento: brincar ao faz de conta, imitando corporalmente personagens: o soldadinho de chumbo, uma bailarina, ou uma borboleta, um bichinho de conta (que ora se encolhe, ora estica livremente).
  • Tração: o tradicional jogo da corda Um objeto sonoro  colocado no centro de uma lona/licra. Inicialmente, a tela quase toca o chão, as crianças puxam para trás, o objeto deixa de estar em contacto com a superfície, e saltando faz barulho ao cair novamente no tecido.
  • Suspensão: Pendurar-se numa vara e levantar os pés do chão para que os braços suportem o peso do corpo (equipamento parques infantis), brincar ao jogo do carrinho de mão.
  • Mobilizar cotovelo: regar as plantas, levantar a mesa (transportar pratos), estender massa de tarte ou pão com o rolo.
  • Rotação do punho: abrir e fechar torneiras, lavar e secar as mãos, lavar o rosto, descascar fruta, enrolar um novelo de fio.
  • E MUITO MAIS …

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Bom trabalho e muito, muito, MOVIMENTO!

Fonte das ilustrações: Beatrice Alemagna, em Lotta Combinaguai.

Bibliografia:  Kraemer, C. (2009). Approche de la lecture à fleur de peau ou La pré-lecture Braille. Les Doigts qui Rêvent: Talant.

Construir uma base sólida para a literacia

A literacia emergente é um processo que se inicia desde o nascimento da criança, constituindo-se um direito fundamental (Wright,1991).Crianças com cegueira ou défice visual grave desenvolvem a literacia através de diversas experiências significativas.

A criança deve ter oportunidade de:

  • Desenvolver competências motoras globais;
  • Desenvolver competências linguísticas relevantes;
  • Ouvir histórias independentes de imagens e experiências visuais;
  • Explorar o ambiente através do tato;
  • Manusear livros tatilmente interessantes;
  • Divertir-se e aprender através da interação com os livros.
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Fonte:On the Way to Literacy. Early Experiences for Visually Impaired Children, APH for the Blind.

 

Este artigo tem como fonte um artigo do site Paths to Literacy. Ler mais sobre este assunto aqui.

Não perca os próximos post’s, onde desenvolveremos cada um dos tópicos apresentados.

Bom fim-de-semana!

“O Que Vês, O Que Vejo…” na It’s a Book

É tão bom pensarmos que o livro “O que vês, o que vejo…”  percorre tantas mãos, tantas prateleiras e o imaginário de tantos  miúdos e graúdos…

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Página do livro “O que vês, o que vejo…” (texto Inês Marques, ilustrações Madalena Moniz, edição ANIP).

E é com muito orgulho que partilhamos que um dos exemplares deste livro está disponível, para consulta, na  It’s a Book.

Se não teve oportunidade de conhecer o livro, e se encontra pela zona de Lisboa, não deixe de  o consultar neste espaço fantástico. Vale muito a pena a visita a esta livraria e oficina!14581374_218214661928336_7611368813163838674_n

Sobre a It’s a Book: 

Este projecto ambiciona ser um espaço de reflexão sobre o universo do livro infantil, questionando as suas fronteiras e apresentando-se como um lugar de descoberta e aprendizagem. 

A It’s a Book oferece uma selecção criteriosa de livros infantis provenientes de editores nacionais e internacionais. Os livros pertencentes a esta selecção destacam-se pelas suas qualidades conceptuais, artísticas e didáticas. Dando também lugar a editoras independentes e a edições de autor.

In: It’s a Book

“It’s a Book”, obrigada pelo interesse e divulgação deste projeto  🙂

“O que vês, o que vejo…” no programa “Faz Sentido” da SIC Mulher

Tivemos o prazer de divulgar o álbum tátil ilustrado “O que vês, o que vejo…” no programa “Faz Sentido” da SIC Mulher.

Ver vídeo aqui.

Este livro teve uma enorme equipa de bastidores, à qual dirigimos o nosso profundo agradecimento: Os Malmequeres, Gang da Malha de Pombal, Lusitânia Seguros, Amílcar & Morgado, BOMOR, Les Doigts Qui Rêvent, Prémio BPI Capacitar 2014, Inês Ladeiras, Catarina Francisco, Luísa Carvalho, Joana Carvalho, Sílvia Pinto, Rita Silva, Anabela Antunes, Madalena Moniz, Inês Marques, Helena Mamede, Patrícia Valério, Rita Ângelo, Viviana Ferreira, FAMÍLIAS e CRIANÇAS.

O sucesso deste projeto é de todos nós!!

Agradecemos, também, a todos aqueles que têm demonstrado interesse por este livro.

Dia Mundial do Braille

Assinala-se, hoje, dia 04 de Janeiro de 2017, o Dia Mundial do Braille. Uma data de extrema importância que reitera os valores da igualdade de oportunidades e do direito à educação.

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Hoje eles são os protagonistas…

“Seis pontos a dançar ao som de uma música de pontos combinados,

deixam um rasto de contos elevados,

para dedos afinados poderem sonhar.

Entre cócegas nos dedos,

consigo imaginar que se os deixasse escapar,

esses pontos ardilosos,

da folha para o céu a voar,

formavam constelações

de contos encantados,

ou de contos assombrados! (…)”

In: O que vês, o que vejo…

Que dedos afinados possam sempre sonhar!

Este livro está a chamar-te (não ouves?)

Na OLEC apaixonamo-nos por livros… e este chamou-nos!

Disse-nos que era ideal para ler com as mãos, com os ouvidos, com o cheiro, com o movimento, enfim com as  sensações… Lembrámo-nos das nossas crianças e quisemos muito que ouvissem, também, esta insistente voz. A mediação da leitura deste livro aconteceu em turmas de jardins-de-infância  onde estão incluídas crianças com cegueira.

Ei…psiu,  “Este livro está a chamar-te (não ouves?)”, de Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso (Planeta Tangerina).

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Descrição da fotografia: Capa do livro “Este livro está a chamar-te (não ouves?)

Uma voz chama os leitores com insistência. Parece empenhada em fazer chegar os leitores a qualquer lugar. Mas onde? Para o descobrirmos, teremos de atravessar uma floresta, um rio e uma tempestade e seguir as pistas deixadas pelo caminho.

Com este livro É preciso: digitar, carregar, tamborilar, saltitar, observar, ouvir, cheirar, soprar, caminhar, espreitar, aconchegar.

In: Planeta Tangerina.

Procurámos transpor a riqueza das ilustrações do livro, que são pano de fundo para esta viagem,  para um percurso 3D, que fosse acessível também a crianças que se vêem privadas do sentido da visão.

Eis o percurso…

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A voz… esta insistente e apelativa voz,  chamou as crianças para o livro, despertando um sem número de sensações. 

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Põe aqui uma mão.

E aqui outra. Para contar esta história, vamos precisar dos teus dedos, dos teus olhos, dos teus ouvidos… e quem sabe do teu nariz… 

Preparado? Se sim, tamborila com os teus dedos para imitares o rufar do tambor: a aventura vai começar!

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Afinal, a chuvinha transformou-se numa chuvada!

(com a ponta dos dedos). devagarinho…com mais força…tempestade!

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Um rio…

Molha a ponta dos dedos na água… Está fria, não está?

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Para chegares à margem de lá salta as pedrinhas, uma por uma. 

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A água parece boa, vamos atirar pedras lá para dentro?

Splich…

splach…

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Que sombra repentina é esta?

Um melro…Toca a proteger a minhoca …

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Finalmente!

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Até manhã. 

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Com este livro interactivo, desenvolvemos competências sensoriais através da vivência deste percurso-história, bem como competências motoras globais e finas.

Houve, ainda, oportunidade para  motivar crianças normovisuais e com cegueira para a representação gráfica do conteúdo vivenciado. A partir de livros em branco, cada criança retratou a sua experiência com este livro, através de vários materiais táteis.

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Boas Festas

A equipa da OLEC deseja a todos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

Ahh, e não se esqueçam, entre doces e docinhos, mesa cheia, conversas e gargalhadas, o quentinho da lareira, do chá e dos abraços, arranjem um tempinho para ler um livrinho em voz alta.

Algumas sugestões, com todos os sentidos do natal:

Feliz Natal Lobo Mau (de Clara Cunha; Ilustração de Natalina Cóias, Editora Livros Horizonte);

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A lista de Natal da Zoe (de Chloë Inkpen e Mick Inkpen, Editora Livros Horizonte);

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Sonho de neve (de Eric Carle, Editora Kalandraka);

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O Natal maravilhoso do Bolinha (de Eric Hill, Editorial Presença).

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Boas festas e boas leituras!

 

Livros no Natal

Um livro é sempre uma excelente oferta de natal!  No entanto, nem sempre é fácil encontrar livros acessíveis a crianças com cegueira. Assim, livros que integrem a componente áudio são excelentes opções, por incluírem sonoridades apelativas, a musicalidade da palavra e permitirem  às crianças autonomia no momento da escuta da história.

Já existem alguns livros deste tipo no mercado. Deixamos algumas sugestões:

Cantar Juntos 1 (APAR)

Cantar Juntos 2 (APAR)

O som das Lengalengas (Livros Horizonte)

O som das Palavras (Oficina Canto das Cores)

Hansel e Gretel (OQO Editora)

Canta o Galo Gordo – Poemas e canções para todo o ano (Porto Editora)

Tenho a Lua no Meu Bolso (Recortar Palavras)

Poemas para Bocas Pequenas (BOCA)

35 contos dos irmãos Grimm (BOCA)

Coleção Histórias de Encantar (32 títulos disponíveis) (Editora Zero a Oito, venda exclusiva Pingo Doce)

Colecção Canta-me um conto (6 títulos disponíveis) (Editora Zero a Oito, venda exclusiva Pingo Doce)

Coleção 4 leituras (6 títulos disponíveis) (Editora Cercica)

E vocês, conhecem alguma versão de livro com componente audio? Partilhem, também, as vossas propostas.

Boas leituras e boa escuta!

OLEC: novas instalações

A OLEC é a nossa “casa de livros”… um espaço de trabalho, por nós, muito prezado. É aqui que guardamos os nossos tesouros e imprimimos significados, através do braille e da componente tátil e sensorial, incluída em livros e outros materiais promotores da literacia emergente de crianças com cegueira.

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Descrição da ilustração: Abrigo construído por livros onde criança espreita, ilustração de Anna Forlati, em “I libri di Maliq”.

E agora temos casa nova. Podem encontrar-nos em:

Av. Afonso Romão – Hospital Pediátrico de Coimbra (Piso 0) 3000-602 COIMBRA

Se tiverem interesse em visitar-nos enviem e-mail caipdv@anip.net ou 965 224 961.

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Descrição da fotografia: Novas instalações da OLEC (sala vista de fora).

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Descrição da fotografia: Novas instalações da OLEC (interior da sala). Equipa em processo de trabalho.

“O que vês, o que vejo…” é notícia no Público

“O que vês, o que vejo…” é notícia no Jornal Público. Não deixem de ler: “Era uma vez… um livro para as crianças que não vêem”, por Bárbara Duarte Mota.

Ver notícia aqui.

O papel ganha vida e formas. A conversa sai das folhas para as mãos. É assim que o primeiro livro multissensorial consegue dar às crianças com deficiência visual que não saibam ler em braille a oportunidade de conhecer a história que nestas páginas é contada.

Público, 03. Dez. 16

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“Com o tempo”. A Literacia Emergente nos Contextos Naturais

Hoje apresentamos um resumo do 3º Painel das V Jornadas Deficiência Visual & Intervenção Precoce – Literacia Emergente para a Cegueira.

“Com o tempo”. A literacia Emergente nos contextos naturais

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Descrição da fotografia: Capa do livro “Com o Tempo”, editora Planeta Tangerina. 

O painel foi introduzido com a leitura de um texto, interpretado por Patrícia Valério, elemento da equipa do CAIPDV:

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Descrição da fotografia: Patrícia Valério a ler texto de introdução do Painel 3. 

Ouvia-se:

Neste último painel tivemos por referência o livro Com o Tempo de Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso.

Que tempo tão privilegiado… o de agora, o de hoje, onde debatemos a literacia emergente, no tempo em que as nossas crianças ainda dela podem usufruir…

Que tempo tão privilegiado é o delas, é o de ser criança, é o de viver a infância, entre risos e gargalhadas, brincadeiras inusitadas, sem pressa de carregar o tempo, com o peso de quem tem de o deter.

Mas o tempo não pára, passa apenas, nós acompanhamo-lo, e com ele agimos, crescemos, mudamos, transformamos…

Com o tempo,

“Um passeio pode transformar-se numa viagem/ um carreiro, de tão pisado, numa estrada.”

“O difícil torna-se fácil.”

Hoje é o tempo dos nossos protagonistas: pais, crianças, educadores e professores, que fazem da viagem da literacia um tempo bom, um tempo próspero… um importante tempo ganho em prol da Educação e da Igualdade de Oportunidades.

Hoje é a hora, é este o tempo, que não o percamos, que não o deixemos escapar…

“Com o tempo, conseguimos ver o tempo” … iremos recordar este tempo e vai ser bom!

Assim começava o painel 3, com moderação de Catarina Paiva, Oftalmologista Pediátrica, responsável pela Consulta de Baixa Visão do Hospital Pediátrico de Coimbra.

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Descrição da fotografia: Mesa painel 3: da esquerda para a direita Gilberto Baptista, Susana Pereira, Dr.ª Catarina Paiva, Paula Silva e Alice Henriques. 

Para partilharem a grande aventura que é trazer a literacia para os contextos naturais da criança contámos com a experiência das Educadoras Alice Henriques, Educadora de Infância da ELI de Tondela,  e Paula Silva, Educadora de Infância titular de sala de uma criança com cegueira legal, a frequentar o jardim-de-infância da Santa Casa da Misericórdia de Tondela.

Estas profissionais partilharam com o auditório o muito que as histórias nos permitem trabalhar. Através das histórias: “A lagartinha muito comilona” (editora Kalandraka), “Sopa de Nada” (OQO editora) e “Ainda nada?” (editora Kalandraka), estas educadoras desenvolveram um trabalho de acesso ao livro adaptado, onde não faltaram atividades completares de experiências  nos contextos naturais, que ajudaram as crianças a melhor compreenderem as narrativas e a desenvolverem conceitos (ida à frutaria, exploração e compra de legumes, confecção de uma sopa, exploração das várias fases de crescimento de uma borboleta, entre outras).

A mesa não estaria completa sem o olhar daqueles que das histórias usufruem e que ao sabor delas crescem. E quem melhor do que os pais para representarem as suas crianças?!

Susana Pereira e Gilberto Baptista, em representação do grupo de pais envolvidos no projeto OLEC,  conduziram-nos nesta viagem repleta de sentidos, onde partilharam com o auditório a forma como desenvolvem com os filhos competências inerentes ao processo de literacia emergente: promovendo o conhecimento do mundo por todos os sentidos, descrevendo objetos e situações do dia a dia, usando o maior número de recursos tácteis, auditivos e olfativos, contando histórias… Os pais retrataram, ainda, os desafios inerentes a este trabalho, em muito relacionados com a escassez de recursos e o facto dos existentes serem muito dispendiosos… No mesmo plano retrataram o ganho que sentem perspectivando a educação das suas crianças.

Não menos importante, a perspectiva das Crianças expressa na vídeo-reportagem “Uma geração de crianças de livros”, baseada no livro “A child of books”, de  Oliver Jeffers e Sam Winston

Um vídeo que retratou, pela voz das crianças, o envolvimento das mesmas no mundo dos livros e da imaginação.

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Descrição da fotografia: Capa do livro “A child of books”, de Oliver Jeffers e Sam Winston. 

“Tudo é sempre outra coisa”. Ilustrações hápticas: adaptação de livros infantis para a cegueira

Hoje partilhamos um pequeno resumo do 2º Painel das V Jornadas Deficiência Visual & Intervenção Precoce – Literacia Emergente para a Cegueira.

O painel tinha início com a voz de Joana Carvalho, antiga colaboradora da ANIP e grande amiga da OLEC, com a leitura do seguinte texto:

Lembramo-nos que poderia ser uma coisa boa, enaltecer o livro “Tudo é sempre outra coisa”, de João Pedro Mésseder e Rachel Caiano, para ilustrar este painel. Diz-nos o autor que há sempre um outro lado das coisas. Leio:

 E que lado é esse? Talvez o outro lado do que se vê, o outro lado do que se ouve, o outro lado do que se sente. Até o outro lado de cada palavra, que as palavras às vezes têm vários lados, como as coisas. Porque nem tudo é só o que parece ser. Como dizia certo poeta, tudo é sempre outra coisa…

E “Tudo é sempre outra coisa” explana um pouco a problemática da conceção de ilustrações táteis…Como criar imagens táteis fiéis, imagens que recriem aspetos de um mundo real ou de um mundo narrado, “se tudo é sempre outra coisa”, se a maneira como vejo, poderá ser diferente da maneira que vês? Como criar imagens táteis fiéis se o contexto percetivo na cegueira difere do contexto percetivo da cultura visual?

Mésseder escreve:

Os pintores roubam a beleza do mundo – embora eles digam que não, que lhes vem tudo da cabeça. Mas a verdade também é que o mundo não chega a perder essa beleza. Parece é que os pintores a multiplicam nos seus quadros. Talvez por isso, são os únicos ladrões que ninguém se importa que andem por aí, em liberdade.

Estamos certas que os pintores das ilustrações hápticas roubam as sensações do mundo… sensações partilhadas por pessoas cegas e normovisuais…porque todos sentimos…

Parece que esses pintores, as multiplicam nos livros, convidando todos a apreciar a beleza do mundo, pelo toque, que em parelha com a escuta da palavra, nos permite um vai-e-vem afinado entre representação e realidade.

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Descrição da Fotografia: Painel 2 – da esquerda para a direita: Moderadora Alice Liberto, Facilitadora na tradução Anabela Antunes, Orador Philippe Claudet. 

Assim, começava o 2º Painel, com moderação de Alice Liberto – Professora especializada no domínio da visão – Agrupamento de Escolas Grão Vasco de Viseu. Este foi um painel que situou o auditório sobre a problemática da concepção das ilustrações táteis em livros infantis.

Philippe Claudet, professor e diretor da Les doigts qui rêvent, partilhou o longo caminho percorrido por esta editora para tornar o livro acessível a todas as crianças, tornando-o num ponto de encontro entre crianças com cegueira e normovisuais. Lançou-nos o desafio de refletirmos sobre a representação de conceitos tais como a noite para alguém que nunca viu.

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Descrição da fotografia: Philippe Claudet. 

Suportado pela evidência da prática e da investigação cientifica falou-nos do modelo de ilustração háptico como meio privilegiado para transformar o livro num instrumento poderoso através do qual a criança com cegueira pode explorar experiências múltiplas do seu corpo em contato com os objetos e o meio.

Face ao modelo mais comum “ilustração visual em relevo”, as ilustrações hápticas têm-se demonstrado mais adequadas ao contexto percetivo de crianças com cegueira. O sistema percetivo háptico considera as sensações sensoriais e motoras do nosso corpo ao realizarmos ações como subir uma escada ou caminhar sobre a neve.

Por último, Philippe Claudet referiu que as crianças com cegueira se encontram ainda numa situação de grande desvantagem de oportunidades no que concerne Literacia Emergente. Referiu que “se a deficiência incide sobre o indivíduo, o handicap está dependente da sociedade” apelando para a importância do livro infantil ilustrado estar acessível a crianças com cegueira traduzindo-se num importante passo para a inclusão e igualdade de oportunidades de literacia emergente.

Lançou, por último, um desafio à comunidade científica, universidades, agentes educativos e famílias para que se criem sinergias na procura de criar cada vez respostas mais eficazes e inclusivas no processo criativo de produção de um livro que traduza uma realidade maioritariamente construída e apreendida por normovisuais, acessível aos olhos de uma criança com cegueira.

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Descrição da fotografia: Philippe Claudet. 

“A Gigantesca Pequena Coisa”. A Literacia Emergente como Direito Fundamental de Todas as Crianças

Caros leitores, apresentamos um pequeno resumo do Painel 1, das V Jornadas Deficiência Visual & Intervenção Precoce – Literacia Emergente para a Cegueira.

 “A Gigantesca Pequena Coisa”. A Literacia Emergente como Direito Fundamental de Todas as Crianças

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Descrição da fotografia: Capa do livro “A gigantesca pequena coisa”, de Beatrice Alemagna, editora Bags of Books.

O painel foi introduzido por uma leitura, interpretada por Rita Ângelo, da equipa do CAIPDV.

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Descrição da fotografia: Rita Ângelo, leitura do texto de introdução do painel I. 

Encontrámos um livro de Beatrice Alemagna que nos fala de uma “Gigantesca Pequena Coisa”… tão elementar quanto preciosa, tão pequena quanto gigantesca, tão do campo do Direito, da incontornabilidade, como tão simples, tão do presente, do dia-a-dia e do ramo das pequenas coisas…

“As pessoas encontram-na nos cheiros, nos olhares. Nos braços dos outros”

“Alguém a encontrou no meio da chuva, um minuto ou dois, no máximo. Esse minuto bastou-lhe”.

Porque ela é poderosa e alimenta. Porque ela é alimentada pelas coisas, pelas coisas do mundo, que se traduzem em palavras, em frases, em conhecimento, que se desdobra em palavra dita, em palavra escrita…

Falamos em Literacia Emergente… em literacia emergente como Direito fundamental de Todos. Um direito que se exprime na essência de conhecer, de conhecer para crescer e para fazer parte.

Trata-se do Direito à Educação, que implica que a mesma seja equitativa e que proporcione apoio ajustado e atempado a todas as crianças. Trata-se de acesso, mas também de acessibilidade.

Trata-se de conhecer o mundo pelo meio da palavra e usar a palavra para se referir ao mundo… 

Um dia…

“Um senhor já de idade encontrou-a dentro de um floco de neve, no frio que vinha de longe. Por momento, voltou a sentir-se criança”.

Que hoje nos sintamos, de novo, crianças, ao empreendermos o processo de literacia emergente.

Assim, começava o 1º Painel, com moderação de António Nogueira – Coordenador da Formação em Bibliotecas Escolares da Rede de Bibliotecas. Este foi um painel que situou o auditório sobre o domínio da literacia emergente, sobre a sua conceptualização e operacionalização.

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Painel I: Fernanda Leopoldina Viana e António Nogueira. 

Fernanda Leopoldina Viana – Professora Associada do Instituto de Educação da Universidade do Minho, tornou mais claro o conceito de literacia emergente, abordando as suas implicações no caso de crianças com cegueira. A Professora frisou a necessidade de oportunidades de aprendizagem incidental mais alargadas, a necessidade da leitura em voz alta, oportunidades de exploração tátil, descrição dos itens impressos que aparecem no meio  e a necessidade de se estar atento à construção de imagens mentais. Salientou, ainda, no plano da escrita, a  importância da escrita inventada (rabiscar, pseudo letras). Salientou  a importância de se ajudar a construir um “projeto de leitor”, que passará pela curiosidade da criança pelo mundo. Por fim, relatou-nos a importância de contacto com os livros adaptados, que sirvam de base à literacia braille.

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Descrição da fotografia: Painel I moderador e oradores em mesa e Fernanda Leopoldina Viana a realizar a sua comunicação. 

Aquilino Rodrigues – Docente Convidado da Universidade Lusófona, brindou-nos com uma comunicação intitulada de “Literacia Emergente: Uma abordagem holística”. Descreveu os sentidos da visão e do tato como sentidos diferenciadores e relevantes para a construção do contexto percetivo de pessoas cegas e normovisuais. Posteriormente, clarificou alguns princípios básicos essenciais para a construção de imagens em relevo, nomeadamente no que se refere à diminuição de níveis de detalhe e ausência da perspetiva. Numa segunda fase, apresentou a rede de suporte necessária ao processo de literacia emergente de crianças com cegueira (PAIS, sociedade, familiares, amigos, professores, terapeutas), destacando o papel dos pais. Convidou o auditório a conhecer a  revista Future Reflections (publicação da American Action Fund for Blind Children and Adults em parceria com a National Organization of Parents with Blind Children – https://nfb.org/future-reflections) e questionou a inexistência de uma associação de pais de crianças com deficiência visual.

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Descrição da fotografia: Painel I – Aquilino Rodrigues.

Inês Marques – em representação da equipa do CAIPDV – OLEC, abordou a experiência que a equipa tem desenvolvido no âmbito da literacia emergente (LE) para a cegueira nos contextos naturais. Focou a construção de recursos de apoio à  LE para crianças com cegueira, destacando a adaptação de livros táteis ilustrados (modelo háptico); a disponibilização de livros nos contextos naturais (Baús de Leitura); as visitas mensais aos contextos educativos das crianças/domicílios onde se desenvolvem ações promotoras da LE e o trabalho cooperativo com as famílias para capacitação em práticas de LE (ateliers para pais). Partilhou alguns exemplos de ações onde através de histórias se desenvolveram competências prévias ao processo de leitura e escrita formal. Através de  fotografias e vídeos foi retratado o trabalho em áreas como: desenvolvimento de competências táteis, linguísticas, motoras e pré-braille.

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Descrição da fotografia: Painel I moderador e oradores em mesa e Inês Marques a realizar a sua comunicação. 

“O que vês, o que vejo…”- Alargamento preço especial de lançamento

Caros leitores, anunciamos que o preço especial de lançamento do livro “O que vês, o que vejo…” será alargado até ao próximo dia 11 de Novembro de 2016 (25 euros). A partir desta data o livro será comercializado pelo valor de 35 euros.

Já restam poucos exemplares, não perca a oportunidade e reserve já o seu!

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Descrição da fotografia: Capa do livro “O que vês, o que vejo…”. 

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Descrição da fotografia: Ilustração visual e tátil do vento, do voar: “Correr na rua e o vento atravessar. Saltar no pátio e imaginar que posso voar (…)”

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Descrição da fotografia: Ilustração tátil e visual do pôr do sol: “Daqui vejo um imenso céu azul, que parece ter sido manchado com sumo de laranja lá da quinta do Paúl (…)”

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Descrição da fotografia:  Ilustração tátil e visual dos seis pontos da célula braille: “Seis pontos a dançar ao som de uma música de pontos combinados, deixam um rasto de contos elevados, para dedos afinados poderem sonhar (…)”

Dados para reserva: 

  • E-mail para reserva: formacao@anip.net
  • No e-mail de reserva deve constar: nome, contacto telefónico, morada completa, nif e comprovativo de pagamento
  • Forma de pagamento: Transferência Bancária

IBAN PT50 0033 0000 00236612392 05

  • Os portes de envio são a cargo do comprador: Preço do livro + 4,10€ para Portugal Continental ou Ilhas. Pode, também, optar por fazer o levantamento do livro na ANIP sede (sem qualquer custo adicional).
  • Informações adicionais: formacao@anip.net ou 239 483 288

OBRIGADA! V Jornadas Deficiência Visual & Intervenção Precoce – Literacia Emergente para a Cegueira

Obrigada a TODOS, moderadores, oradores, patrocinadores e participantes (profissionais e famílias), que contribuíram para que estas Jornadas fossem um verdadeiro hino à literacia emergente para a cegueira.

Foi um dia muito rico, com importantes contributos para o aprofundamento e crescimento das práticas nesta área e repleto de emoções.

Apresentamos algumas fotografias do evento:

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Descrição da fotografia: Auditório com respectivos participantes nas V Jornadas Deficiência Visual & Intervenção Precoce – Literacia Emergente para a Cegueira. 

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Descrição da Fotografia: Comunicação do orador Phillipe Claudet, da Editora Les Doigts Qui Rêvent. 

A TODOS um Muito Obrigada!!

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Ilustração de Serge Bloch, em  La grande histoire d’un petit trait. 

Encontrámos uma pequena linha… e com ela podemos tanto! Há infinitas possibilidades…

Boas construções!

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Descrição da fotografia: Uma das “construções” que nos chegaram nestas jornadas. Obrigada.

Nos próximos posts não perca um resumo dos painéis do evento.

Agradecimentos

O livro “O que vês, o que vejo…” tem contado com apoios muito especiais.

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Descrição da fotografia: Alguns dos elementos do Gang da Malha de Pombal a tricotarem camisolinhas para o nosso livro. 

Obrigada Gang da Malha de Pombal! de certo que o vosso trabalho e contributo trará ao nosso livro um conforto e um quentinho muito especial. Já temos 100 camisolinhas!! Obrigada!

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Descrição da fotografia: Página do livro com ilustração visual e ilustração tátil. Vê-se o rosto da mãe e uma camisolinha tricotada com lã. 

E vocês, já têm o vosso exemplar? Não deixem de o fazer… Até sexta-feira, dia 28 de Outubro, preço especial!

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Descrição da fotografia: Capa do livro “O que vês, o que vejo…”, edição ANIP. 

V Jornadas Deficiência Visual & Intervenção Precoce – Literacia Emergente para a Cegueira

Já alguma vez se questionou de como crianças com cegueira acedem a um livro infantil?

Que estratégias se podem promover para o desenvolvimento da pré-leitura e escrita no caso de crianças cegas?

Estas e outras questões serão discutidas no próximo dia 28 de Outubro de 2016, no âmbito das V Jornadas Deficiência Visual & Intervenção Precoce – Literacia Emergente para a Cegueira.

Para facilitar e enriquecer a discussão teremos a honrosa presença de Philippe Claudet, diretor da editora Les Doigts qui Rêvent, uma editora francesa especializada em álbuns táteis ilustrados.

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Descrição da fotografia: Philippe Claudet, diretor da editora Les Doigts qui Rêvent.

Contamos com a vossa presença.
Inscreva-se já!

 

Contamos com a sua participação!!

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Aproveite esta oportunidade única, participe:

  • no Lançamento do LIVRO “O que vês, o que vejo…”, num formato de edição pioneiro em Portugal – álbum tátil ilustrado de acordo com o modelo háptico.
  • nas Jornadas, subordinadas à literacia emergente para a cegueira, com a participação de Phillipe Claudet, Diretor de Les Doigts Qui Rêvent (França).

Junte-se a nós (#ANIP / CAIPDV), INSCREVA-SE!

Tudo sobre o evento em: https://www.facebook.com/ANIP.pt/?ref=ts&fref=ts

Contamos… e contámos com as “Contadeiras de Histórias”…

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Descrição da fotografia: Equipa da OLEC (CAIPDV) com as pregadeiras das “Contadeiras de Histórias”. De braços esticados exibem livro infantil para a cegueira “O que vês, o que vejo…”.

Na OLEC gostamos de contar…contar com os sentidos, contar o mundo, contar histórias, contar para todos e com todos…

Na OLEC não nos falta a inspiração, vinda de outros ventos, de outras terras e até de outros continentes…

E há pouco, bem pouco tempo, sopraram-nos no ouvido umas tais “Contadeiras de Histórias”, que por tão bem contarem, isto das histórias e dos livros, as  colocámos ao peito, como símbolo da nossa ligação com a literacia.

São peças únicas, vindas do Alentejo, criações de Sofia Paulino, que utiliza prioritariamente materiais reutilizáveis.

Estas pregadeiras são fruto de um pedido especial à artista, a quem pedimos que criasse uns alfinetes que falassem um pouco da OLEC… O resultado foi maravilhoso 🙂

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Descrição da fotografia: Sobre 5 mãos pousam as pregadeiras das “Contadeiras de Histórias”. O fundo da fotografia é constituído por alguns exemplares do livro “O que vês, o que vejo…”.

 

Escolhi o verde para a pregadeira, porque há esperanças no vosso trabalho, também a barra do vestido com o traço vermelho é evocativo, sem o ser muito objectivo, porque é apenas uma alusão e não uma diferenciação. Também coloquei o livro, como objecto do vosso trabalho, em que de dentro sai um coração, porque um projecto como o vosso é feito, além das mãos com o coração. Um outro elemento foi a letra na capa do livro. Porque é esse o resultado, a mensagem do vosso trabalho, um V (Vê), ensinar a ver.

Sofia Paulino

 As Contadeiras de Histórias® são uma marca registada, não deixem de as conhecer… O livro, e obrigada a Sofia Paulino pelo nosso exemplar, é maravilhoso!!

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Descrição da fotografia: Capa do livro “Contadeiras de Histórias”, de Sofia Paulino (Simon’s Books editora).

Informações Adicionais: Envio do Livro “O que vês, o que vejo…”

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Descrição da fotografia: Capa do livro “O que vês, o que vejo…”

O livro “O que vês, o que vejo…” será lançado a 28 de Outubro de 2016, pelo que só a partir desta data será enviado para os compradores que reservaram e pedem despacho via ctt. 

As pessoas que participarem nas V Jornadas Deficiência Visual & Intervenção Precoce – Literacia Emergente para a cegueira, poderão levantar o livro nesse dia no secretariado, poupando assim os portes de envio. 

Para aqueles que não poderão participar nas Jornadas e pretendem reservar o livro e proceder ao levantamento na sede da ANIP (Hospital Pediátrico de Coimbra, piso 0), só o poderão fazer a partir de dia 28 de Outubro de 2016. 

PREÇO ESPECIAL & RESERVA – Livro “O que vês, o que vejo…”

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Capa do livro “O que vês, o que vejo…”, rosto de uma menina e de um menino, frente a frente.

Está mais próxima a data de lançamento do livro “O que vês, o que vejo…”. Com texto de Inês Marques, ilustração de Madalena Moniz e edição da ANIP (Associação Nacional de Intervenção Precoce), este será o primeiro livro editado em Portugal que aposta em ilustrações táteis, do tipo háptico, um formato que parece mais adequado ao contexto perceptivo de crianças com cegueira.

Dia 28 de Outubro de 2016 é a data do lançamento deste livro, no âmbito das V Jornadas Deficiência Visual e Intervenção Precoce – Literacia Emergente para a Cegueira.

“O que vês, o que vejo…” abre a cortina para uma conversa entre duas crianças, fluindo numa deambulação poética acerca de aspectos significativos de um dia. A fruição da narrativa acontece pela voz de uma e de outra, sendo o leitor convidado a apreciar a beleza oferecida pelas suas percepções, ora diversas ou unificadas pelo âmago da infância. 

Um livro que convida a um diálogo plural sobre percepções, emoções e sensibilidades. 

Um livro que transporta gente e simboliza encontro… pela mão dos afetos, da proximidade e da história de cada um. 

Sinopse livro 

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Descrição da fotografia: Uma das páginas do livro, com ilustração visual e tátil. Menino e menina de braços esticados, espreguiçam-se (os braços são móveis).

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Descrição da fotografia: Uma das páginas do livro, com ilustração tátil e visual. Dois girassóis, que giram.

Curioso(a)? Faça já a sua RESERVA e tenha acesso ao PREÇO ESPECIAL (só até dia 28 de Outubro de 2016, inclusive) . Este livro tem a tiragem de apenas 100 exemplares, por isso não perca a oportunidade!

Informações úteis:

Preço ESPECIAL DE LANÇAMENTO do livro: 25€ até dia 28 de Outubro de 2016 + portes de envio (4,10€)

Após 28 de Outubro de 2016: 35€ + portes de envio (4,10€)

  • E-mail para reserva: formacao@anip.net
  • No e-mail de reserva deve constar: nome, contacto telefónico, morada completa, nif e comprovativo de pagamento
  • Forma de pagamento: Transferência Bancária

IBAN PT50 0033 0000 00236612392 05

  • Os portes de envio são a cargo do comprador: Preço do livro + 4,10€ para Portugal Continental ou Ilhas. Pode, também, optar por fazer o levantamento do livro na ANIP sede (sem qualquer custo adicional).
  • Informações adicionais: formacao@anip.net ou 239 483 288

Agradecemos a divulgação para eventuais interessados!

V Jornadas Deficiência Visual & Intervenção Precoce – Literacia Emergente para a Cegueira

As V Jornadas Deficiência Visual & Intervenção Precoce – Literacia Emergente para a Cegueira, estão cada vez mais próximas!

28 de Outubro de 2016… já marcou na sua agenda? Inscreva-se já e garanta a sua participação.

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Um painel de ilustres oradores, a presença da conceituada editora Les Doigts qui Rêvent, na figura do seu Director Phillipe Claudet, e o lançamento do livro infantil adaptado para a cegueira “O que vês, o que vejo…”, parecem-nos ingredientes mais do que suficientes para fazermos deste evento uma roda de reflexão à volta desta temática, na expectativa de um crescendo das práticas neste domínio.

Programa definitivo muito em breve!

Inscrições para: formacao@anip.net

Contamos consigo!

Dia Internacional da Literacia

Hoje comemoramos a literacia e a oportunidade de todos acederem a este universo!

Mais informações na página da UNESCO.

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Descrição da ilustração: Ilustração de Rachel Caiano. Livros empilhados, com duas crianças no topo dos livros. Encostado aos livros, umas escadas e uma criança à frente. No cimo, voa um pássaro. 

Atividades táteis – Um país debaixo do mar (continuação)

No último post partilhámos um pouco da mediação da leitura realizada com a história “Um país debaixo do mar” da editora Les Doigts qui Rêvent. Hoje partilhamos convosco as atividades táteis realizadas a partir desta história.

Acreditamos que realizar atividades de discriminação tátil, em contexto bidimensional, com a envolvência de uma história, dá à criança mais motivação para a sua realização. Neste tipo de atividades, que normalmente são mais exigentes e desafiadoras para a criança, a introdução da componente lúdica é essencial.

Nas atividades ilustradas nas fotos, o objectivo era que a criança discriminasse tatilmente o elemento diferente do conjunto e identificasse a característica diferenciadora.

Exemplos: 

  • Peixe papagaio: com lábios grossos ou bico;
  • Tartaruga: com carapaça rígida ou com carapaça mole;
  • Polvo: com sete tentáculos ou oito.
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Descrição da fotografia: Atividade tátil de descobrir as diferenças peixe papagaio. 

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Descrição da fotografia:  Atividade tátil de descobrir as diferenças peixe papagaio.

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Descrição da fotografia: Atividade tátil de discriminação tátil tartaruga. 

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Descrição da fotografia: Atividade de discriminação tátil tartaruga.  

Um país debaixo do mar

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Em pleno Verão, porque não uma viagem ao país debaixo do mar?

Pois bem, foi o que fizemos, transportados por mais um livro da editora Les Doigts qui Rêvent!!

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Descrição da fotografia: Livro “Le pays d’en bas la mer”(editora Les Doigts qui Rêvent).

Um livro que aborda a temática da diferença e da cooperação e nos transporta para o fundo do mar… Deixámo-nos levar e explorámos o que é isto do fundo do mar… O que lá existe?

Com uma piscina a simular o fundo do mar, fizemos as delícias dos mais pequenos e navegámos através desta história.

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Descrição da fotografia: Crianças em roda escutam a história “Um país debaixo do mar”.

As fotografias apresentadas abaixo retratam atividade realizada posteriormente à história, onde as crianças exploravam elementos que pertencem/não pertencem ao mar.

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Não perca no próximo post, sugestões de atividades táteis decorrentes desta história.

Sentir memórias…

As fotografias ajudam-nos a guardar momentos, imagens, memórias…Emoções que nos remetem para momentos alegres e nos podem recordar o quanto somos queridos, à semelhança do que ilustra Madalena Moniz.

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Descrição da ilustração: Ilustração de Madalena Moniz, do livro “Hoje sinto-me…”, da editora Orfeu Negro. Do lado esquerdo moldura com a letra “Q” e em baixo a palavra “Querido”. Do lado direito parede com diferentes molduras com fotografias de criança. 

Hoje, divulgamos um trabalho que achámos excepcional, perfeito! Um casal de pais com cegueira foi fotografar a sua bebé e a fotografa (Márcia Beal) providenciou um álbum sensorial: imagens em 3D, textos em braille, texturas, cheiros, fazem deste trabalho  um álbum cheio de emoção.

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Descrição da fotografia: Álbum sensorial. Pode ver-se uma página do álbum, cor de rosa, em cima fotografia em 3D, abaixo fotografia a cores e textura utilizada na coberta da fotografia, em baixo descrição da foto em braille (Foto: Reprodução/RBSTV).

Ver reportagem completa aqui.

Uma proposta que esperamos que inspire profissionais do nosso país!

Caça ao tesouro

Num dia de sol, uma caça ao tesouro poderá ser uma busca pelos elementos da natureza, numa envolvência  que convida a andar de pé descalços e a rebolar na relva.

Uma proposta para conhecer o que de melhor a natureza nos oferece, num balanço entre a palavra, fantasia e conhecimento do mundo.

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Descrição da fotografia: Duas crianças abraçam em conjunto tronco de árvore. 

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Descrição da fotografia: Criança explora a dimensão e textura de tronco de árvore. 

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Descrição da fotografia: Crianças procuram no chão um dos elementos solicitados na caça ao tesouro. 

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Descrição da fotografia: Criança colhe flor grande. 

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Descrição da fotografia: Criança salta em caixa com areia. 

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Descrição da fotografia: Criança acompanha o roteiro da caça ao tesouro, “lendo” pistas em braille. 

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Descrição da fotografia:  Crianças acompanham o roteiro da caça ao tesouro, “lendo” pistas em braille. 

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Descrição da fotografia: Crianças exploram caixa sensorial para encontrarem elementos solicitados nas pistas da caça ao tesouro (caixa com espuma e bolas viscosas).

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Descrição da fotografia: Crianças em frente a caixa sensorial; na mão têm uma pena vermelha e cor de laranja (caixa com areia).

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Descrição da fotografia: Crianças exploram recipiente com água onde estão imersos animais do mar em miniatura. 

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Descrição da fotografia: Criança coloca elementos no baú do tesouro. 

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Descrição da fotografia: Baú do tesouro com elementos recolhidos durante a atividade.

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Descrição da fotografia: Criança deitada na relva. 

Caros leitores, aventurem-se pela natureza!

 

Já chegaram!

Já chegaram!!

Vindos de França, da editora Les Doigts Qui Rêvent, acabaram de chegar 100 exemplares do livro “O que vês, o que vejo…” (texto de Inês Marques, ilustração de Madalena Moniz). São perfeitos, tal e qual como imaginámos!

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Descrição da fotografia: Caixote com os livros. 

A equipa já está a iniciar o trabalho das ilustrações hápticas. Por aqui, muito trabalhinho!

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Descrição da fotografia: Um dos elementos da equipa do CAIPDV a trabalhar nas ilustrações táteis. 

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Descrição da fotografia: Elementos da equipa do CAIPDV a trabalhar nas ilustrações táteis.